terça-feira, 20 de julho de 2010

O ponto G...(de Garabulha)...

Balbúrdia na paróquia! O padre de Fafe foi mandado rodar para outra paróquia e a população exaltou-se. Por seu lado, o padre de S. Torcato foi colocado em Fafe e os crentes injuriam o Arcebispo. Estas histórias de padres a trocarem de paróquias deixam-me extremamente confuso e chega-se a um ponto em que já não sei se ainda estão a falar de religião ou se já descambou tudo para o futebol. Os temas são parecidos e chegam mesmo a ser semelhantes. Não se via tanta confusão com uma transferência desde que o Moutinho trocou o Sporting pelo Porto. Acho muito bem que os paroquianos de Fafe exijam explicações ao Arcebispo por esta troca inesperada. Se bem que o Arcebispo poderá sempre dizer que o padre Peixoto Lopes era uma maçã podre. Ou uma ovelha tresmalhada. A revolta é tanta que mesmo quem não é crente e não frequenta a igreja se sente vilipendiado pelo raio do Arcebispo. Digamos que o Arcebispo não foi nada feliz ao basear a sua decisão da troca dos párocos na política de rotatividade dos padres. Não sei se será boa ideia andarem os padres a trocarem frequentemente de paróquia e, consequentemente, de mulheres. É que os padres vão-se, mas as mulheres paroquianas imbuídas de espírito afável e companheiro para com homens de sotaina mantêm-se na paróquia. E isto de andarem sempre a trocar de companhias não é nada saudável, não esqueçamos a proibição do uso do preservativo por parte dos crentes. Tanta rotatividade pode transformar o mais "panão" dos padrecos num novo "Zezé Camarinha". Em tempos de grave crise económica e social, nada como ter um bispo que ainda nos vem "roubar" o padre. E é por isso que entendo a fúria da população das duas paróquias, sobretudo da de S. Torcato. Os paroquianos desta bela terra chegam a afirmar que "no domingo ninguém vai à missa e vão acabar as esmolas!". Meus amigos, isto é puro terrorismo religioso! Os elementos da ETA, quando comparados com os paroquianos de S. Torcato, são uns verdadeiros meninos. Os crentes de S. Torcato retaliam a intransigência do Arcebispo com buzinas e, imagine-se, com vuvuzelas! Uma bomba num automóvel é um miminho face aos estragos que pode provocar uma vuvuzela. "O padre é nosso!", gritam exaltadas as paroquianas de S. Torcato. E com razão. O sonho de todas as mulheres é ter um homem que não precisa de trabalhar muito para ter um bom salário, que movimente muito dinheiro e que não pague impostos. E que, acima de tudo, seja o alvo de cobiça de todas as mulheres da terra. E esse homem, a existir, só pode ser padre. Ficamos à espera da divulgação dos valores desta troca de papa-meninos... Ups, queria dizer padres! Para quando a comunicação deste negócio à CMVS (Comissão de Mercado de Valores Sagrados)?

sábado, 17 de julho de 2010

O preço da fama...

E, de repente, dois portugueses dão que falar por esse mundo fora. Se no Mundial nos levaram a taça e nos deixaram numa profunda depressão por vermos os vizinhos a festejar, já o título de melhor adepto ninguém nos tira. Dino Supremo, o super homem de bigode, é o super adepto do Campeonato do Mundo. E, para mim, este sempre foi o principal objectivo do Mundial. Não há nada mais importante que termos o melhor adepto do Mundo. Aquela "tacita" em ouro e que pesa meia dúzia de quilos qualquer um consegue. Mas o título de melhor adepto não é para todos. Isto deveria levar os jogadores a reflectirem um pouco, porque não é qualquer selecção que tem adeptos com tanta categoria. Mas bem sei que juntar a palavra "jogadores" ao verbo "reflectir" na mesma frase, só pode resultar numa reflexão utópica. Os outros ganham em campo mas nós vencemos na bancada. E toda a gente sabe que é melhor ser rei na bancada que rei no campo pois é na bancada que estão as moçoilas ávidas de confraternização e deboche. No relvado é só homens. Dizem que a Selecção não tinha grande criatividade no ataque e, no entanto, na bancada não há povo tão original quanto o nosso. Aqueles jogadores não mereciam estes adeptos. Por outro lado, Sérgio Paulinho venceu uma etapa da Volta a França e fez história. Não é todos os dias que um português ganha uma etapa na principal competição de ciclismo. Mais uma vez um português fazia capas de jornais desportivos internacionais e, mais uma vez, por algo que não aconteceu dentro de um relvado. Se, à primeira vista, os feitos de Dino Supremos e Sérgio Paulinho nada tem a ver um com o outro, após uma reflexão mais atenta e cuidada lá acabamos por distinguir pontos comuns entre as histórias. Mas pontos que não vangloriam o povo português. Com estes feitos, fica-se com a ideia de que, para um português conseguir ser alguém e chamar a atenção, tem de andar numa bancada com umas cuecas vermelhas por cima da roupa ou então em cima de uma bicicleta com um sensual e lindíssimo fato de lycra, bem ajustado ao corpo. As imagens não são propriamente agradáveis, é certo. Mas se não for assim, somos votados ao esquecimento. A fama tem o seu preço e é demasiado elevado. Se queremos ser famosos temos de fazer figura de parvo.


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Eyes wide shut...

Já toda a gente deve ter passado pela feliz e parva experiência de adormecer num local público. E quem disser o contrário, das duas uma: ou não sai de casa ou então, simplesmente, está a mentir. Adormecer na praia é banalíssimo; dormitar no cinema também não é nada de anormal. Outro dos sítios onde também se dorme muito bem é nas salas de aula. Estudante de Direito que nunca tenha adormecido numa aula nunca há-de ser um bom jurista. A essência do jurista culto de que tanto nos falaram assenta também na ideia de um jurista descansado, que medita de olhos fechados, abstraindo-se de tudo o que o rodeia. O problema de se adormecer num local público é que fazemos uma figura ainda mais parva ao acordar. É comum vermos pessoas a erguerem a cabeça quando estão deitadas na praia, com a baba a escorrer para a toalha e com aquela expressão facial inconfundível de quem não sabe onde está. E isto é muito grave. Uma pessoa acordar e não ter a perfeita noção das horas nem do local onde se encontra deve ser das piores imperfeições com que o Criador nos brindou. Fica-se sem a noção da realidade envolvente e, se por vezes dizemos algo que não queremos quando estamos a dormir, a verdade é que quando estamos a acordar também dizemos coisas ridiculamente cómicas. Só isto poderá explicar algumas das propostas que os nossos deputados levam a votação na Assembleia da República. Um deputado que acorde repentinamente e diga uma asneira corre o sério risco de ver a sua asneira aprovada por unanimidade no Parlamento já que os outros deputados, ao serem bruscamente acordados para a votação, não conseguem ter o discernimento necessário para saberem o que estão a aprovar. E se a votação for da parte da tarde, ainda será pior. O ser humano deveria ter a opção "Hibernar", tal como os PC's, para que, mal acordassemos, o nosso cérebro já estivesse a funcionar a 100%. Mas não temos e é uma pena.

terça-feira, 29 de junho de 2010

E depois do adeus...

Até podiamos ter a sorte de ganhar, mas a verdade é clara como a água: a Espanha é e foi melhor. E depois da inevitável derrota, cada jogador sofreu à sua maneira. Uns ajoelharam-se no relavado, chorando, enquanto que outros cuspiam no "cameraman". Ou seja, se as manifestações de tristeza não foram propriamente homogéneas, todas elas acabam, no entanto, por ter algo em comum: a produção e libertação de fluidos orgânicos. Continua a faltar um líder e alguém que diga ao Ronaldo para não rematar à baliza do meio campo. Não sei porque é que o Ricardo Carvalho e o Bruno Alves subiam nos livres, já que o CR só remata à baliza. É que se marcasse golo até entendia. Assim não. A braçadeira deveria ser entregue imediatamente ao Eduardo. Depois de tanto ter criticado o Eduardo, agora dou o braço a torcer. Assim, até já o queria no Benfica.



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Salvem o burro!

Ao assistir a todas estas conferências de imprensa que surgem da África do Sul e que envolvem protagonistas que falam o português, confesso que comecei a ficar muito preocupado com o estado a que a nossa língua chegou. Dão-se mais pontapés na gramática que nas bolas. Os jogadores da nossa Selecção deveriam aproveitar o programa das Novas Oportunidades para se instruirem um bocado. É que até o pobre jogador da Coreia do Norte que teve meia dúzia de aulas de português consegue expressar-se melhor na língua de Camões que a maior parte dos jogadores da nossa Selecção. Mas o cúmulo da violência "gramatical" para com o português ocorre nas conferências de imprensa do Dunga. Se o novo acordo ortográfico é para aproximar a "nossa" língua da língua "deles", então não há dúvidas de que o português está em vias de extinção. No futuro passaremos todos a tentar comunicar em sociedade com o tipo de linguagem utilizado pelo Dunga e pelo Jorge Jesus. Vai ser uma espécie de Torre de Babel dos tempos modernos. Fico ainda mais preocupado quando vejo que a nossa Ministra da Educação desmente que se esteja a tomar uma política de facilitismo nas escolas e que os alunos sejam "obrigados" a passar de ano. A crise chegou até para quem é burro. Se o animal propriamente dito enfrenta uma árdua luta contra a extinção, a verdade é que o "asno humano" parece caminhar para o mesmo fim. Já não se pode ser burro nas escolas portuguesas. Por muito que os aspirantes a burros se esforcem, nunca conseguirão ter sucesso. Não adianta ter inúmeras negativas, não saber escrever e expressar-se através de um vocabulário composto quase na totalidade por palavras como "ah?", "ah!", "sim" e "não" (o "talvez" já é muito rebuscado), porque acabam sempre por sofrer na pele a "ira implacável" de professores maldosos e desumanos que insistem em passar os burros. O elevado coeficiente de burrice, as asneiras ditas nas aulas e a ignorância demonstrada nos exames são factores de valorização para este Governo que tenta convencer o Mundo que Portugal é país de sobredotados. Apenas os Ministros são atrasados. Os burros são forçados a terem até mais do que a escolaridade mínima obrigatória. É uma discriminação total e uma enorme falta de consideração por quem nasce com o dom de ser asno. A tradição de jovens com 16 anos a frequentarem o 5º ano está para acabar. Com tanto facilitismo, a profissão de professor tem os dias contados. A educação passará a ser avaliada por correspondência. Vai-se ao Google "sacar" um trabalho feito por outra pessoa e fica-se com o 9º ano concluído.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Amigos, amigos...

Afinal o Samba e o Vira do Minho deram lugar à Bossa Nova e ao Fado. Alegria houve pouca durante o jogo mas ainda se viram bons golpes de Capoeira. No final ninguém ficou desagradado... Excepto aqueles desgraçados no Parque das Nações. Passar a fase de grupos sem sofrer golos... Marca histórica! Mais ainda se tivermos em conta que o defesa direito era um tal de Ricardo Costa. Não sofrer golos assim só se for por milagre. Que venha agora a Espanha. Estou confiante. Se uma padeira conseguiu dar uma tareia a essa gente, então 23 "marmanjos" também devem conseguir.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Chuta Meireles!!!

Nunca gostei tanto de um anúncio publicitário como gosto deste da TMN que diz para o Meireles rematar à baliza. E a verdade é que dá resultado. Apesar de achar difícil o Meireles ter ouvido uma voz a dizer para rematar no meio daquela chinfrineira toda causada pelas vuvuzelas. 7-0!!! Eu que vivia amargurado com tristes recordações causadas por resultados iguais, sinto-me hoje liberto da dor de Vigo! Os únicos que festejaram menos foram o Coentrão e o Ruben Amorim. Estão habituados a festejar muitos golos. A Coreia já tinha o Paralelo 38 e agora ganhou a Perpendicular 7-0. Uma vitória daquelas que um dia se há-de contar aos netos, bisnetos e trinetos... Agora falta só confirmar a qualificação!



quinta-feira, 17 de junho de 2010

As "vuzuzelas"...

Há muita coisa que me preocupa neste vídeo com apenas 2 minutos e 24 segundos. Em primeiro lugar, dá para perceber que os deputados falam da crise económica e dos "assaltos" que nos irão fazer como se estivessem a falar numa esplanada com os amigos. Depois, temos um deputado na Assembleia com o sobrenome Pureza... Pureza num deputado? É algo que não combina. Há determinadas qualidades que estão vedadas aos políticas derivado à sua condição profissional. Pureza e Seriedade só se conjugam mesmo com os políticos se forem o sobrenome de algum. Em terceiro lugar, temos um Secretário de Estado que só pode ter saído de alguma APPACDM, com todo o respeito pelas pessoas dessa instituição. Além de não saber falar no Hemiciclo sem ser a ler as "cartas de amor" de Sócrates, o homenzinho estava tão nervoso que até os óculos lhe saltam do nariz. Onde é que se desencantam Secretários de Estado deste género? Eu sei e já o disse... Sou acérrimo defensor de que as pessoas com deficiências possam ter os seus empregos e levar a vida o mais normal possível. Mas daí a terem cargos da maior importância no Estado vai uma distância muito grande. Por fim, devo confessar também que era defensor das vuvuzelas. Sempre achei que esses intrumentos dentro dum estádio de futebol são facilmente suportáveis e têm o efeito de não deixarem os jogadores adormecerem em campo. Imaginem como seria o jogo da Selecção sem vuvuzelas... Seria como se estivessemos a ver um episódio do BBC Vida Selvagem sobre a hibernação dos ursos no Inverno. Mas agora com este vídeo tenho de admitir que as vuvuzelas não são assim grande ideia e só nos causam transtorno. O que dirão os nossos conterrâneos europeus ao verem este vídeo em que um Ministro não consegue dizer vuvuzela? Como é possível que esta palavra que anda na boca do Mundo não consiga ser pronunciada por um detentor de altos cargos da Nação? A minha avó tem 87 anos e uma enorme dificuldade em pronunciar "iogurte"... Mas não se engana a dizer vuvuzela! Dizer vuzuzelas??? Uma vez, toda a gente entendia. Duas vezes, toda a gente perdoava... Mas três vezes...!!! Ai, ai, Senhor Ministro...

terça-feira, 15 de junho de 2010

É melhor que nada!

Este empate acaba por ser bem melhor que a exibição. Há filmes do Manoel de Oliveira com muito mais animação que este jogo. Se passarmos, tudo isso será esquecido. Se formos eliminados, Carlos Queiroz tem a fogueira à sua espera. Sou da opinião de que se é para ser eliminado, então que joguemos ao ataque. Ao menos não ficamos com a sensação de que poderíamos ter feito mais alguma coisa. Mas espero que Queiroz me surpreenda. Jogar contra elefantes cor-de-laranja... Ao ouvir isto durante o jogo eu já nem sabia se estava realmente a ver um jogo de futebol ou se estava drogado. Mas dizem que as drogas só fazem ver elefantes cor-de-rosa.

As fotos seguintes ilustram precisamente o que foi este jogo... uma espécie de dança com bailarinos muito fraquinhos. Que venham os coreanos...



Uniao Europeia: bem-me-quer ou mal-me-quer?

Comemorou-se nos últimos dias o 25º aniversário da assinatura do tratado de adesão de Portugal à União Europeia. Políticos e gente honesta têm debatido os prós e os contras de se viver em comunidade com outros países e os benefícios ou prejuízos que tivemos a partir da adesão. As conclusões estão longe de ser unânimes. Uns dizem que estamos pior, outros afirmam que a União Europeia praticamente nos salvou. A vantagem da minha geração é precisamente a de não termos vivido antes da adesão e por isso não podemos dizer se estamos pior ou melhor. Se bem que estar pior devia ser difícil. Mas, como em tudo na vida, fazer parte da União Europeia tem os seus pontos negativos mas também tem positivos. Com a adesão à União Europeia, os portugueses passaram a ter a certeza de que sempre vivem num país da Europa e não num qualquer país da África do Norte. Assim, ficamos também com a garantia de que os nossos políticos andam a ser vigiados e se eles fizerem asneiras há-de aparecer alguém pertencente aos órgãos da União a criticar o nosso governo. E motivos não devem ter faltado desde que aderimos. Acabaram-se também os passaportes para viagens entre países da U.E. o que é algo fantástico para os portugueses: é menos um documento que corremos o risco de perder. Os sucessivos alargamentos da União também têm contribuído substancialmente para a facilidade de importação de "carnes" checas, húngaras e lituanas para as "casas de petiscos" muito apreciadas entre os verdadeiros homens. Por outro lado, o facto de pertencermos a uma comunidade de países leva a que os nossos defeitos enquanto nação sobressaiam o ofusquem tudo o resto. Se antigamente estavamos "orgulhosamente sós", agora estamos "comicamente integrados". E digo comicamente porque a quase todos os níveis estamos na cauda da Europa e somos alvo de grandes chacotas. Passaram a ter acesso aos nossos dados, às nossas contas, e já se sabe que quando partimos para as comparações não costumamos ter grande sucesso. Acabaram com o nosso glorioso "escudo" para nos impingirem uns tais de "oiros" e os preços dispararam. Ou seja, deram cabo dos bons e velhos "contos"para nos mostrarem que o único conto que perdurará através dos tempos será o do vigário. Com moedas diferentes eu não me preocupava muito com o salário médio nos outros países. Mas agora que a moeda é a mesma e não precisamos de fazer muitas contas com os câmbios, quando se comparam os salários só me apetece chorar. Já fomos donos de meio mundo mas agora esse mesmo meio mundo já é dono de Portugal. Mas para nos vingarmos lá mandamos o Durão Barroso para a Comissão Europeia e o Vitor Constâncio para o Banco Central Europeu. Os outros países hão-de reparar que é difícil evoluir com tais personagens. Mesmo com esta crise toda, ainda somos obrigados a ajudar a Grécia. Mas como contrapartida deveríamos poder visitar sem qualquer tipo de custos as ilhas gregas e usufruir das suas belas mulheres e praias. Porém, é algo a que não temos direito.
O que interessa é que Portugal ganhe no Mundial. Enquanto a Selecção estiver na África do Sul, o país estará "live" de grandes problemas.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Agricultura cibernética...

Além de estar em crise, a sociedade portuguesa vive assolada por outro tipo de "cancro" que ameaça exterminar todas as regras da boa e sã convivência em grupo. Refiro-me, claro está, ao Farmville. As redes sociais não têm apenas aspectos positivos, e quando se pensava que o Facebook era muito superior ao Hi5, eis que surge a propagação e proliferação do Farmville. Agora já quase toda a gente tem uma quinta. Há pessoas que jogam Farmville e que nunca viram uma vaca ao vivo. Uma de quatro patas, entenda-se. Tenho para mim que certas palavras votadas ao esquecimento, tais como arrobas e almudes, que deixaram de ter espaço nas escolas primárias, passarão a estar novamente na moda e irá ser "chique" e "in" dizer que se comprou um almude de Whisky ou Vodka ou uma arroba de produtos biológicos. Chegámos ao cúmulo de a malta jovem estar no café a jogar Farmville no portátil, dedicando-se com carinho a árduas tarefas como colher girassóis, construir estábulos, plantar cenouras... e quando a maior parte dessas pessoas pensam que as cenouras são o fruto de alguma árvore chamada "cenoureira". Para trabalhar a sério no campo não temos ninguém. Mas para colher cenouras virtuais não faltam candidatos. Essas mesmas pessoas que jogam Farmville não têm consciência do ridículo que é estarem num sítio público a pedir cenouras, batatas e, o pior de tudo, até feno pedem. Estas alminhas perdidas que estão no café a pedir feno em voz alta poupam trabalho a seres "normais" como eu de ter de os insultar. Uma pessoa que pede feno já se insulta o suficiente a si própria. Há outros até que pedem tábuas para construir o seu estábulo. Com tanto cavalo e burro à solta acho que só um estábulo não deve chegar. E se as amizades já sofrem bastante com o Farmville, dado que somos facilmente trocados por novas vizinhanças da quinta, até as relações amorosas acabam por ser influenciadas. O pessoal anda tão vidrado nessa "coisa" que os jogos de sedução consistem em ajudar a construir estábulos, em limparem os dois o estrume dos animais ao luar e em oferecerem medicamentos para os animais doentes. E quando se pensa em dar o próximo passo, a frase de engate passou a ser:"Na tua quinta ou na minha?". Nem tudo são rosas. Com tanta gente com quintas e com o número de vizinhos(as) a aumentarem exponencialmente, não será preciso muito para que alguém pense em "pular a cerca". Costuma dizer-se que a galinha da vizinha é sempre melhor que a nossa. E se a galinha o é, então a vaca também deverá ser. E quando surgem as discussões e as zangas até no Farmville se vingam. Não as levamos ao cinema e elas destroiem os girassóis que plantámos com tanto cuidado. Não as levamos a jantar fora e elas incendeiam-nos o estábulo. Por tudo isto, não me mandem mais convites para o Farmville. Um dia acabo por ceder à tentação.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Electricidade requintada...

Continuamos a copiar apenas as piores medidas que se tomam por essa União Europeia afora. As boas não praticamos no nosso país. Só para sermos originais. O preço da electricidade desce cerca de 4,5% em quase todos os países da União. Mas no nosso país o preço aumenta 1,5%. Ainda acham que é muito barata a electricidade por cá. É uma medida à medida de Sócrates, passe a redundancia. Aumentar o preço da electricidade é uma boa medida para acalmar um pouco a contestação no país e "dar um cheirinho" de velha e boa censura. Aumentando o preço, as pessoas vão deixar de poder ver tantas horas de televisão. Assim sendo, vão ter de optar entre deixar de ver as novelas ou os telejornais. Claro que as audiências dos telejornais irão baixar porque cá em Portugal só vemos programas de interesse nacional e de elevado conteúdo cultural: novelas. Deixando de ver o telejornal, as pessoas não estarão informadas sobre as recentes asneiras de Sócrates e a contestação há-de diminuir. Passaremos a deixar de poder ler jornais à noite porque não poderemos ter a luz acesa durante muito tempo. Menos tempo para ver as "estaladas" que Sócrates nos vai dando. Além disso, como passaremos a carregar menos vezes o telemóvel, é quase certo que ficaremos sem bateria alguns dias e já não conseguiremos ler as SMS que nos mandam a combinar a hora e local das manifestações contra o Governo. Aparecerá menos gente a confrontar o Sócrates e a comunicação social deixará de se interessar por tal coisa. Se tudo isto não é censura, então não sei o que censura significa. Será que a nossa electricidade é assim de tão boa qualidade que justifique este aumento? Terá a nossa electricidade melhor qualidade que a electricidade alemã, por exemplo? Nós não queremos electricidade topo de gama. Queremos electricidade "rasca", da mais barata que houver. A electricidade "gourmet" que fique para quem tem dinheiro. Não quero electricidade que provenha de barragens onde a água que faz funcionar as bobinas seja límpida e cristalina, onde se conseguem ver todos os peixes existentes e que fica numa zona declarada património mundial pela ONU. Para mim, as bobinas até podem funcionar apenas à base da corrente de esgotos ou de um simples rio poluído. Ficamos à espera que os chineses se interessem por esse ramo do comércio. Quando uma loja de "chinesices" tiver nas suas prateleiras a distribuição de electricidade, eu serei um dos seus primeiros clientes. Mas eles interessam-se mais por bandeiras portuguesas.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Quem avisa... merece castigo!

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e mudam-se também as formas de insultar os árbitros. Ainda sou do tempo em que o insulto passava por referir a profissão duvidosa da mãe; passava também por lhe chamar carinhosamente boi preto e de perguntar se precisam de óculos; e o insulto acabava sempre por meter a mulher do desgraçado ao barulho. Esta história toda vem a propósito de uma notícia que surgiu nos últimos dias em que, supostamente, vários sujeitos mandavam SMS aos árbitros a insultá-los e ameaçá-los. Indivíduos que estão agora a ser julgados. Curiosamente, o conteúdo de uma das SMS que foi considerada das mais ameaçadoras e repugnantes dizia o seguinte:"Sei que a tua mulher está sozinha em casa...". Isto é um insulto? Ou ameaça? Desde quando? Acho que é bom os árbitros saberem que quando estão fora de casa as suas esposas não "convidam" o padeiro ou o homem do gás para entrar. O facto de elas estarem sozinhas é bom sinal. Assim como é bom saber que há pessoas anónimas dispostas a vigiar a casa sem ser preciso pagar nada. É só coisas boas. Mas eles não gostaram! Antigamente, dizia-se aos árbitros para irem para casa porque a sua querida esposa estava a dar abrigo a um moçambicano. E em resposta víamos amplos sorrisos estampados nas caras dos homens do apito. Sorrisos trocistas. E agora que lhes dizem que afinal a sua querida esposa está sozinha em casa, eles levam a mal e vão fazer queixinhas aos tribunais. Se dizemos que a mulher é uma badalhoca e não deixa arrefecer a cama, eles não nos levam a sério. Se dissermos que a mulher é fiel, eles levam a mal. Cada vez percebo menos o ser humano. Um dia hão-de receber uma SMS a dizer que o canalizador não foi apenas mexer nas torneiras lá a casa e eles nem vão ligar. Nem a isso nem ao facto de terem pão sempre fresco em casa e não terem gastos nenhuns com isso. Se eles não conseguem ver isto, como é que vão conseguir ver um penalti ou um fora-de-jogo?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Meio bilhete, s.f.f...

Estou a pensar criar um grupo no Facebook intitulado "Pessoas que não querem concertos na Queima". Se repararmos bem, a supressão dos concertos só traria benefícios à maioria dos estudantes. Até mesmo a quem já não é estudante. Eu, pessoalmente, já sou contra concertos porque não consigo chegar a tempo de ver nenhum. Estou a mentir... Consigo ouvir os derradeiros acordes da última música que está a ser tocada. Mas ainda que chegasse a tempo iria preferir sempre a música pimba que se ouve nas barracas. E, normalmente, no estado em que a maior parte do pessoal entra no Queimódromo, já não dá para distinguir entre Quim Barreiros e os Franz Ferdinand. Começa tudo a parecer a mesma coisa. Começamos a misturar a "Garagem da vizinha" com o "Take me out". E se pensarmos mais um bocado, os concertos só servem para que os bilhetes de entrada fiquem ainda mais caros. O dinheiro que se pouparia se não contratassem aquelas bandas e o próprio palco já poderia servir para nos pagarem ainda mais bebidas nas barracas. Ou mesmo cachorros e pães com chouriço. O preço dos bilhetes poderia ser reduzido em cerca de 70%. Em vez de pagarem balúrdios ao Quim Barreiros para lá ir actuar, poderiam pagar 10€ a um caloiro e ele cantava as mesmas músicas e com mais ânimo. E a um preço bem mais baixo. Os gajos da FAP não têm olho para o negócio. Aposto que se fizerem um inquérito, a maior parte das pessoas irá preferir bilhetes mais baratos a concertos na Queima. Se eu quiser ouvir um concerto vou a um dos muitos festivais de Verão. Na Queima o que queremos é emborrachar-nos... ainda mais. Aliás, muitos dos estudantes que vão à Queima acabam por ir também ao Rock in Rio. E aí já vêm concertos. É uma vergonha termos aquele palco enorme no recinto do Queimódromo, quando todo aquele espaço poderia ser utilizado para colocar mais barracas e mais casas de banho. Mais barracas originavam maior oferta de bebidas e havendo maior oferta os preços teriam forçosamente de baixar devido à concorrência. É a lei de mercado que defende isto. E mais barracas significariam também mais miúdas decotadas a servir bebidas. Pagar tanto dinheiro e não ver concertos é que não tem lógica. E como continuaremos a chegar tarde à Queima, mais vale pedir apenas meio bilhete. Quem quiser entrar a partir das duas da manhã no recinto só deveria pagar metade.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ut semper...

Que os nossos políticos são músicos, creio que já não é propriamente novidade para ninguém. Música não tem faltado aos portugueses sobretudo da parte do senhor quase engenheiro. Mas o facto de serem bailarinos é que já é uma grande novidade. Em plena capital espanhola, quando confrontado a propósito da "aliança" com o PSD para a tomada de medidas mais severas, o nosso Primeiro-Ministro teve a graciosidade de dizer que para se dançar o tango são precisas duas pessoas. Mas eu ainda acrescentaria mais alguma coisa à frase de modo a reforçar a ideia de Sócrates: são precisos dois para dançar o tango mas basta um para nos deixar de tanga. Depois de ter sido aprovado o casamento homossexual, o que nos faltava mesmo era ver o Sócrates e o Passos Coelho com aquelas roupas justas, muito agarradinhos, deixando-se levar por todo aquele ambiente sensual... e, claro, Sócrates com uma rosa na boca. Se a rainha Santa Isabel fosse viva, o seu milagre teria mais impacto na sociedade. Assim que a rainha chegasse aos seus aposentos, um T1 numa habitação social, vinda do seu emprego numa fábrica que já não paga salários à 3 meses, e com um monte de dívidas no regaço, o rei lhe perguntaria: "Santo Deus! Por ventura trazeis vós mais dívidas, mulher?" Ao que a santa rainha lhe diria:" São os Rosas, senhor...!" No fundo, esta alegoria do bailarico com tangos só serve para termos plena consciência de que estamos a passar de país desenvolvido da Europa para um qualquer país em vias de desenvolvimento da América do Sul. Por isso é que o Benfica aposta tanto em argentinos. Eles aqui sentem-se em casa. Não precisamos de TGV's, nem de aeroportos ou auto-estradas. Precisamos, isso sim, de novos clubes de danças latinas. Transformaram o Palácio de São Bento na maior escola de tango da Europa. Logo vi que aquelas caras sisudas com que Sócrates e Passos Coelho saiam das reúniões no palácio não poderiam resultar apenas de horas de debate político. Aquilo era a face visível de pura exaustão de horas e horas em tangos. Mas que José Sócrates tenha cuidado. O estado do país e as previsões para os próximos tempos são mais propícios à Lambada que ao Tango.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

E a profecia cumpriu-se...!

Rendam-se às evidências, seus hereges!!! ;p A maior equipa do Mundo e provavelmente os melhores adeptos do Mundo...!!! CAMPEÕES!!! CAMPEÕES!!!

sábado, 24 de abril de 2010

Tanquam suber...

Esse grande vulto da ciência dos tempos modernos de nome Evo Morales resolveu iluminar o Mundo nesta época de crise, lançando mais duas das suas grandes teorias. O presidente da Bolívia que, segundo dizem as más línguas, nem sabe escrever o próprio nome, veio a público lançar suspeitas sobre alimentos trangénicos e sobre a alimentação dos frangos. Diz o sábio boliviano que os alimentos trangénicos, que são uma espécie de transexuais da comida, são responsáveis pela calvície dos homens. O que este homem sabe. Muitos alimentos trangénicos deve consumir o Luisão. Quem irá aproveitar esta teoria serão os grupos de Skinheads. A partir de agora poderão justificar em tribunal que o seu aspecto nada tem a ver com ideologias políticas extremistas; o aspecto dever-se-á ao facto da sua alimentação ser à base de alimentos trangénicos. Por outro lado, aqueles agricultores idosos que vivem nas aldeias perdidas do Interior, que possuem as suas próprias hortas e respectivos produtos naturais, não terão justificação para o facto de serem carecas. A consumirem aqueles produtos naturais, os agricultores deveriam ter uma armação capilar do género do Valderrama. Logo, se esses agricultores apresentarem uma perfeita calvície poderão ser incriminados por participação em manifestações de extrema-direita e integração em grupos de Skinheads. Como na Bolívia são contra os alimentos trangénicos, e da maneira como falou o seu presidente, das duas uma: ou não há carecas na Bolívia ou então estão todos presos. Mas pior é a segunda afirmação. As hormonas femininas dadas aos frangos nos aviários são responsáveis pela homossexualidade. Isto só demonstra como os romanos eram um povo avançado para a época. Já davam hormonas femininas aos frangos até nos séculos antes de Cristo. E depois faziam aquelas orgias homossexuais em banhos públicos. Uns ordinarões e uma pouca vergonha. Os padres andam a "papar" meninos simplesmente porque jantaram numa churrasqueira. Jantares de convívio em churrasqueiras terminam certamente numa grande farra de homens com homens e mulheres com mulheres. Por isso é que não como frango. Não vá Evo Morales ter razão. Começo é a ficar preocupado com estes festejos de golos em jogos de futebol em que os jogadores dão beijos na boca... uns aos outros!!! Já não quero marcar golos, não vá a moda pegar. Será que os jogadores do M. United comem frangos nos estágios? Antigamente, não havia nada disto. Porque nos estágios comiam-se "frangas" e não frangos. Eram homens de barba rija! Agora são homens de buço macio.


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Suo tempore...

Depois destas últimas polémicas com submarinos que já compramos mas não usamos porque ainda não estão prontos mas que apesar de não estarem prontos já foram pagos e dão que falar (é complicado, eu sei), fica-se com a ideia de que a solução para o país passa por não investir em nada que nos permita movimentar, que nos permita sair do sítio. A solução é ficarmos parados porque em todos os meios de transporte teimamos em arranjar polémicas. Nos transportes rodoviários, basta juntar a palavra "portagem" às iniciais SCUT para que o sossego do país fique irremediavelmente abalado e surjam manifestações de desagrado muito parecidas com as organizadas pela GreenPeace. Nos transportes aéreos, a polémica ainda é maior porque nem sabemos onde colocar um aeroporto. Agora é para a Ota, a seguir é para Alcochete, depois já só se pensa em aumentar o já existente. O futuro aeroporto mais parece um chapéu de três bicos. Pelo menos já fica com uma alcunha. Nos transportes ferroviários temos a eterna questão do TGV. Dizem que nos faz falta uma ligação a Madrid. Para ir aos caramelos não precisamos de TGV. E o Cristiano Ronaldo não anda de comboio. Outros especialistas dizem ainda que é fundamental a ligação Porto-Lisboa. Acho desnecessário gastar tanto dinheiro em algo que só será usado para ir ao Rock in Rio e para ver a Red Bull Air Race. Nos transportes marítimos é a vergonha que se sabe com os desvios no pagamento dos submarinos. Perdeu-se o rasto a cerca de 700 milhões de euros. O que é absolutamente normal. Quem nunca perdeu uns trocados que atire a primeira pedra. Esses 700 milhões de euros que "afundaram" equivalem praticamente à mesma quantia que iremos mandar para a Grécia porque os pobres coitados dos gregos estão em crise... E como temos uma economia fortíssima vamos doar esses míseros patacos. Mas, ao contrário de muita gente que tem criticado este "donativo", eu até acho bem que se faça tal coisa. Primeiro, porque mesmo que não concordassemos, seríamos obrigados a fazê-lo na mesma por causa de uma tal de União Europeia. É que fazer parte da U.E. não é só andar a "mamar" fundos comunitários. Também há contrapartidas. E em segundo lugar, é preciso que se veja este "donativo" não como uma despesa mas antes como um investimento. Com este dinheiro, a Grécia há-de recuperar e os 700 milhões levam marcados um V de "volta". E como vamos agravar ainda mais a nossa economia, daqui por uns tempos somos nós a receber esses milhões todos da União Europeia. Fazemos um "all-in" sabendo que a Banca irá ter piedade de nós.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Res iudicanda...

Passou a Páscoa e com ela lá se foram os folares. Mas nem tudo é mau. Também acabou a Quaresma e lá se foi aquela ideia parva de que não se deve comer carne às sextas-feiras. São dias de jejum. Para mim, a palavra jejum significa não comer; não significa que não se deve comer carne. Isso terá outro nome: castigo. E eu não fiz mal a ninguém para ser castigado dessa maneira. Por falar em carnes, a Páscoa de 2010 fica marcada pelas polémicas sobre as escolhas "alimentares" de alguns padres. Todos os dias somos confrontados com notícias de padres que "comem" miúdos. E eu fico indignado porque se eu não posso comer carne às sextas-feiras, então eles também não deveriam poder. Mas podem. Na religião dos "Papas", a escolha de alguns é "papar" meninos. Depois ficam sujeitos a estes trocadilhos. Preferia aquelas notícias que falavam de padres que fugiam com mulheres; que falavam sobre as mulheres e as filhas dos padres. Tudo bem que Jesus dissera uma vez que deveríamos amar as crianças... Mas não exagerem nesse amor. A sorte que Jesus teve em criança quando se perdeu dos pais e foi parar ao Templo é que não encontrou alguns dos padres que existem agora. Se fosse hoje em dia, Jesus estaria tramado. Um menino sozinho num templo... Era uma tentação. Sujeitava-se a sair de lá com chicletes, chocolates e 500 escudos. É urgente informar alguns padres que os acólitos existem para servir o Senhor e não para que o senhor padre se sirva deles. Mais grave ainda são as tentativas frustadas de encobrir estas histórias. Até porque mais cedo ou mais tarde se descobre tudo. E estar a encobrir um crime é tornar-se cúmplice no mesmo. Sendo assim, haverá muito padre que deveria estar preso neste momento. Se as pessoas cada vez mais se afastam das igrejas, estas histórias que vêm a público só tornam tudo cada vez mais complicado para a religião. Acho que quaisquer pais minimamente responsáveis ficarão desconfiados de cada vez que os seus filhos forem à catequese, por exemplo. E quando se vê um porta-voz do Vaticano comparar num sermão estas histórias de padres pedófilos com a perseguição aos judeus, acho que está tudo dito. Querer fazer das pessoas parvas não é grande ideia. Durante um certo tempo estava na moda ser vítima de Bullying. Agora o que está a dar é ser vítima de abusos sexuais por parte de padres. O que não faltam são relatos de homens e jovens a dizerem que foram violados. Creio que as verdadeiras vítimas querem tudo menos mediatismo. Ser violado por um padre não é assim grande coisa. Preferia ser violado pela freira Diana Chaves. Com tanta mulher bonita por aí, porque raio é que se divertem a "papar" criancinhas? Andam armados em lobos maus? Que me lembre, esse comia "avozinhas". Tanto perseguem os homossexuais e os padres são os primeiros a estarem relacionados com esse tipo de opções sexuais. Por isso é que o Papa e a sua malta tanto condenam o aborto. Sem abortos há mais crianças à solta. Não pode ser. A religião católica, inconscientemente, encaminha-nos para o pecado. Estas histórias de "receber o corpo de Cristo" na boca, de beijar a cruz e de rezar de joelhos são uma fonte de ordinarices. Beijar uma figura seminua presa numa cruz é algo que não faz muito sentido. Apenas serve para a Igreja no propósito da partilha... de doenças. Preferia beijar um ovo de Páscoa, daqueles enormes de chocolate. Por falar nisso, gostava que me dissessem em que parte da Via Sacra é que entra o coelho e o ovo da Páscoa. Até hoje não percebi.

Booka Shade: Regenerate

quarta-feira, 24 de março de 2010

Quod vide...

Parece que o futuro dos portugueses depende destas três iniciais: PEC. Mas afinal o que é isto do PEC e porque é que todos os dias somos bombardeados com quase meia hora de reportagens sobre esta coisa? A União Europeia diz que estas iniciais abreviam Plano de Estabilidade e Crescimento. Mas eu penso que não. Da maneira como está o país, com todos estes negros cenários que se adivinham no horizonte dos portugueses, acho que a União Europeia nos está a mandar uma mensagem escondida nestas iniciais e que PEC significará na verdade "Pirem-se Enquanto Conseguirem". Aquilo que deveria ser a solução para os nossos problemas económicos e sociais transformou-se numa complexa arma de arremesso entre o Governo e a Oposição. Fica-se com a sensação de que o PEC é Jesus Cristo e o Governo faz de Pilatos perante a responsabilidade de decisão sobre o futuro. A solução é :"Lavo as minhas mãos". A responsabilidade de governar é "atirada" para aqueles que perderam as eleições. Acho que existe aqui algo de estranho. Governo e Oposição parecem estar a jogar o "Passa a bomba", ficando aliviados logo que os holofotes incidem sobre o "jogador seguinte". O que é mais grave nesta história é que, ao contrário do que se passa nesse jogo do Buzz, esta "bomba" só passa para o adversário depois de muitas asneiras ditas e feitas e não por se ter respondido correctamente a alguma questão. A maior parte das pessoas não sabe o que é o PEC nem as consequências que irão sofrer com as medidas lá previstas, mas os portugueses já não suportam ouvir falar em tal coisa. Basta ouvir as iniciais PEC para que qualquer português coloque imediatamente as mãos nos bolsos com medo de que lhe tirem algo. Pedem-nos sacrifícios e querem reduzir a despesa pública. E tomamos conhecimento, logo de seguida, dos miseráveis prémios dos gestores das grandes empresas públicas. Temos de diminuir a dívida pública para conseguirem pagar todos esses prémios. Não vamos agora prejudicar a vida dos gestores públicos e das suas famílias. Eles têm que manter as grandes casas e as grandes quintas, os grandes carros, as inúmeras amantes... São coisas extremamente caras e essenciais à sobrevivência humana. Da forma como estamos a ser espremidos e da maneira como estamos a ser forçados a emagrecer, daqui a pouco já nem a tanga nos serve.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Carlsberg é connosco...;p




Tão justo quanto fácil... Apenas o primeiro desta época.

sexta-feira, 19 de março de 2010

;)


Somos GRANDES!!! Viva JESUS!!! Aleluia, aleluia!




quarta-feira, 10 de março de 2010

Proteo mutabilior...

A noção de Estado laico parece estar cada vez mais esquecida nas cabeças de alguns. Ou melhor, trata-se de um esquecimento útil. Há cada vez mais desemprego, a crise teima em continuar, o número de famílias com poucos recursos para subsistir aumenta, mas basta o Papa anunciar que vem a Portugal para alguns iluminados pedirem à Assembleia da República que decrete tolerância de ponto para que um maior número de pessoas possa escutar o Papa. Será que o Papa tem a solução para a crise? Se abrir os cofres do Vaticano até é capaz de ter. Mas não me parece que seja isso que ele cá vem fazer. As pessoas ligam cada vez menos à religião mas para ver o Papa já querem faltar ao trabalho. Há um certo interesse nesta definição de religião... Já não bastam todos aqueles feriados católicos que temos como ainda querem mais uma folga. E depois continuamos na cauda da Europa. Porque não somos como os gregos? Esses sim, tomam atitudes drásticas e invadem os Ministérios. Aqui é o contrário. O combate à crise e à corrupção faz-se através de intensas batalhas em partidas de cartas no café mais próximo. O frio que se faz sentir poderia levar-nos a uma maior actividade para aquecermos. Mas nem assim. Quando chegar o Verão ainda será pior. Vai tudo para a praia. Revolução sim... mas que a façam os outros. Vamos combater o défice com a total abstinência de trabalho. O Papa está a ser conivente com os nossos interesses. Será que quem professar outra religião também terá tolerância para faltar? Como se vai controlar quem é ou não católico? E quando os líderes de outras religiões visitarem o nosso país? Os seus seguidores também terão tolerância do Estado? Seria engraçado se tivessem. Iríamos ficar a saber que Portugal tem aproximadamente 10 milhões de hindus, mais 10 milhões de muçulmanos, de judeus, etc. Sempre que formos visitados por um líder religioso ninguém trabalha! Vamos fazer de Portugal o líder mundial da crença e da fé. Será que o Pinto da Costa conta como líder religioso? Assim sempre são mais uns dias sem trabalhar. De cada vez que o Jesus do Benfica der uma conferência de imprensa há cerca de 6 milhões de pessoas que estão dispensadas do trabalho. Temos preguiça de ir à igreja mas se nos subornarem com um dia de folga para andar atrás do Papa nós vendemo-nos imediatamente. Somos um povo de fácil adaptação a qualquer situação.

terça-feira, 9 de março de 2010