quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Motins…

Londres está “on fire” literalmente. E invejosos como somos, lá tinha de vir um tuga a público dizer que aquele ambiente inflamado poderá estender-se ao nosso país. Só para não ficarmos atrás dos ingleses. Acho que tais declarações são tão erradas como pouco acertadas. Dificilmente se passará em Portugal o que se passa em Inglaterra e por vários motivos. O primeiro motivo, e talvez o mais óbvio, é o de que os ingleses são parvos. Os cérebros dessa cambada que anda por lá a incendiar tudo o que apareça pela frente são absolutamente limitados devido à quantidade de drogas que os seus pais consumiram e que resultaram nisto. Em Portugal, nunca tive conhecimento de que os bolinhos de bacalhau e o tinto carrascão prejudicassem a capacidade de raciocínio. Depois, diz o nosso especialista, que a maior parte dos jovens que participam nos motins estão em situação de desemprego e sem qualificações, o que torna o ambiente cada vez mais explosivo. Mais um critério que não se pode aplicar à realidade do nosso país. A maior parte dos jovens que estão no desemprego é absolutamente qualificada. São jovens que concluíram os seus percursos na universidade e que, quando receberam a triste notícia de que terminaram o curso, depararam-se com as portas fechadas do mercado de trabalho. Enquanto os qualificados andam nos centros de emprego, os desqualificados dirigem o nosso país. Por isso, não serão os pouco qualificados a organizar motins porque terão de trabalhar; nem serão os qualificados, pois esses estarão nas filas de espera para serem atendidos nos centros de emprego. Mesmo que os jovens portugueses se lembrassem algum dia de organizar um motim e incendiar tudo, iam deparar-se com a extrema dificuldade dessa empreitada. Neste país, já há muita pouca coisa para incendiar. Até nisso os mais velhos prejudicam os mais novos. Explodir apartamentos, destruir automóveis, maltratar jornalistas… São tudo atividades do jet set nacional. Um jovem teria manifesta incapacidade em poder rivalizar com o nível de destruição provocado pelas figuras públicas. Aqui neste cantinho estamos seguros. Só temos algo parecido com motins quando as mulheres vão aos saldos. Mas como estamos em crise, nem isso nos incomoda.

guerra

terça-feira, 26 de julho de 2011

Foo fighters “Times like these”…

A pedido de várias famílias, ei-la finalmente… A música que tenho de ouvir todo o santo dia…

sábado, 23 de julho de 2011

A tela…

Eu confesso que faço parte daquele grupo de pessoas estranhas que compra um jornal diário conforme o que vem na capa. Bem sei que é algo fora do normal, difícil de entender numa análise muito ao de leve sobre o tema. Mas nasci assim e dificilmente irei mudar. Por isso, esta estratégia louca do Glorioso desatar a comprar centenas de jogadores, tem como consequência a desgraça dos cofres do clube e dos meus bolsos, em especial. Dada esta confissão, espero que os senhores editores passem a ter um pouco mais de cuidado e rigor com as notícias e os títulos que escolhem para as capas. O respeitado e reconhecido jornal JN, por exemplo, até apresenta um rigor excessivo na divulgação das notícias. Na capa de ontem do referido jornal, vem a seguinte e interessantíssima notícia em destaque :”Professor badalhoco aperta pescoço a funcionária zelosa”. Verídico. Penso que, pela primeira vez na história do jornalismo em Portugal, o adjetivo “badalhoco” é utilizado num jornal generalista. E logo em grande, na capa. Estamos a ler títulos que falam da crise e de repente os nossos olhos deparam-se com essa palavra que até parece que nos hipnotiza. Demasiado rigor mas uma excelente técnica de marketing. É que, quando passamos a ler o desenvolvimento da notícia no interior do jornal, reparamos que a mesma até nem tem nada de especial. Trata-se apenas de mais um professor que resolveu dar um colorido especial ao chão e paredes da casa de banho da escola com as suas fezes, e que, ao ser interpelado para parar com o seu devaneio criativo e limpar o que tinha feito, apertou um pouco o pescoço da funcionária. Merece ser julgado por isso? Este país não apoia a cultura nem defende os seus maiores artistas. Se isto acontecesse numa casa de banho americana, francesa ou italiana, estaríamos perante um artista e uma obra de arte. Como foi em Portugal, trata-se de um badalhoco. Quem nunca pensou em cagar nas paredes do local de trabalho num momento mais aceso de fúria? Ninguém, é certo. Mas se esta pobre alma resolveu pintar uma natureza morta na parede, não o crucifiquemos. Pode até tornar-se um sucesso. A definição de arte e bom gosto é extremamente subjetiva. Se o artista foi agressivo com a funcionária? Foi, é verdade. Mas quem nunca ficou revoltado por ser interrompido a fazer algo que lhe estava a dar um gozo tremendo? Não é de se ficar chateado? A ira é desculpável. O mal deste país também é “asfixiar” a criatividade dos cidadãos nos locais de trabalho.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Separação do lixo…

A agência Moody’s acaba de baixar o rating de Portugal para o nível “lixo”. Uns fofinhos. Depois do Governo ter apresentado medidas de austeridade que nem sequer tinham sido recomendadas pela Troika, estes safados decidem tirar-nos já o tapete antes que se pudesse ter alguma esperança em que as medidas surtissem efeito. Podiam dizer muita coisa sobre Portugal: que somos preguiçosos, maus pagadores, que adoramos fugir aos impostos e veneramos aqueles que o conseguem… Mas chamar lixo ao país é outra coisa. Porém, já que vivemos no lixo e somos considerados “pig’s”, era bom que deixássemos de tentar pagar a dívida externa do país. Que se saiba, nunca nenhum porco pagou impostos. E se nos quiserem aproveitar para presuntos, até poderão ter sorte. É muito fácil dizer que Portugal é lixo. Mas que tipo de lixo? Plástico, papel ou metal? Onde ficamos no ecoponto? Seremos um resíduo sólido à espera de incineração? E que autoridade tem uma agência qualquer de nos chamar lixo? E, no entanto, nesta época do ano, esses animais andam todos à procura de hotéis na pocilga do Algarve. Na lixeira, os porcos lusitanos recebem menos de salário mínimo e pagam mais de impostos. E eles ainda brincam com esta situação. Faço um apelo a que recuperemos a velha e gloriosa tradição da “esperinha”. Era apanhar esses bonecos da Moody’s e colocá-los numa lixeira a céu aberto, cada um preso a outro porco. Seria divertido depois ver qual dos porcos faria mais barulho. Mas com a quantidade de festivais de Verão que existem por aí, não iriam ter grande sorte em serem ouvidos. No meio disto tudo, sempre fico a saber que Portugal apenas está no lixo. É que já pensava que estávamos na me***. Assim, ainda tenho esperança na recuperação.

pigs

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O vício…

Os carros de patrulha da PSP não funcionam por falta de peças, situação provocada pela falta de financiamento. Os polícias queixam-se de que não há condições para trabalhar e as patrulhas ficarão limitadas a algumas dezenas de metros ao redor das esquadras. E isto é uma situação perigosa. Para os próprios polícias, entenda-se. Como eles não estão habituados a andar a pé e com as altas temperaturas que estão previstas para os próximos dias, é bem provável que o número de desmaios em horário laboral dispare. Há testemunhas que comprovam que há agentes da PSP a mendigar por um pouco de óleo para os motores das viaturas. Passear de carro para os PSP’s origina a mesma satisfação que uma dose de cocaína a um toxicodependente. A satisfação e o mesmo grau de viciação. Só isso pode explicar o porquê de eles se rebaixarem ao ponto de pedir óleo. E em vez de ouvirmos a já famosa expressão do “Desenrasca-me uns trocos”, vamos passar a ouvir um “Desenrasca-me uns pingos”. Da maneira como isto anda, será mais perigoso parar o carro numa operação Stop do que parar para ajudar um desconhecido que aparente ter problemas mecânicos no automóvel. Paramos a viatura, o agente pede-nos para sair do automóvel e estamos sujeitos a que eles fujam nele. Só para não andarem a pé. Antigamente, os agentes das várias forças de segurança tapavam os olhos às infracções dos automobilistas caso lhes deixassem um “donativo”. Hoje em dia, perdoarão as nossas ofensas ao Código da Estrada se lhes deixarmos dar uma voltinha na viatura. Para matar o vício. Não sei porque é que exigem que os agentes tenham de efetuar com sucesso determinadas provas físicas para depois passarem toda uma carreira a passear de automóvel de um lado para o outro. Deveriam ser selecionados aqueles que conseguissem passar mais horas sentados num veículo. Tenho a certeza de que se esses veículos tivessem casa de banho integrada, alguns nunca mais sairiam de lá de dentro. Se as viaturas fossem amarelas, não faltariam Noddy’s por aí.

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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Post aberto...

"Caro B.O.A.:

Chegar a casa para almoçar e ver-te a participar num dos programas da manhã da televisão pública é algo que me inspira para mais uma tarde de trabalho. Convidam-te para fazeres parte de programas onde só vão pessoas doentes e desequilibradas. É fantástico ver até que ponto vão os directores desses programas só para que não te sintas diferente entre as pessoas. Admira-me essa tua incontinência verbal relativamente a temas tão importantes para a tua Ordem como os copianços no CEJ ou a prisão preventiva de jovens delinquentes. E mostras toda a tua sabedoria ao não desperdiçares nem um pouco do teu latim com temas como o aumento dos emolumentos para os estagiários ou a retirada do exame de repetição. Eu bem gostaria de falar contigo sobre estes temas que não têm interesse absolutamente nenhum para a instituiçao que representas e por isso é que se apresenta quase impossível estabelecer contacto através da Ordem. Mas tenho sido muito parvo, confesso. Afinal, para falar directamente contigo basta ligar para o programa da Júlia, também com a vantagem de poder ganhar algum dinheiro no jogo da Glória. Surpreende-me essa tua contínua tentativa de descredibilização da minha licenciatura e da minha universidade. Eu sei que não tirei o curso na melhor universidade de direito do mundo, mas pelo menos terminei a licenciatura sabendo o que é o princípio da não retroactividade. Que, por acaso, é um princípio de que se fala em praticamente todas as cadeiras do curso. Pelos vistos, deves ter faltado às aulas em que explicaram no que consiste esse princípio. Mas também só pode falar de princípios quem os tem. Na minha licenciatura de treta, também tive de passar à cadeira de Obrigações, matéria que já deu para ver que não é o teu ponto forte. Com essas alterações unilaterais dos contratos, era garantida a reprovação com os meus professores. Fica a ideia que os teus eram mais liberais ou então utilizaste a famosa técnica dos futuros magistrados do CEJ para passares à cadeira. Criticas tudo e todos, à boa maneira portuguesa. Para ti, os juízes são todos uns corruptos, os magistrados do MP são corruptos, os políticos são corruptos... Fico contente por ver que neste país de criminosos és a única pessoa honesta e idónea a exercer as suas funções de acordo com a ética e a deontologia profissional. Apesar de o dever de urbanidade não significar nada para ti. Dizes precisamente o mesmo que me diz a minha avó com 84 anos. Curiosamente, e apesar da diferença de idade, ela também é analfabeta. Acusas e não provas nada. Andas a denegrir outras classes e outras pessoas e não és capaz de mostrar algo em concreto que sustente essas afirmações. O que me faz duvidar dos teus conhecimentos de processo civil e penal. E já começam a ser muitas as áreas em que os teus conhecimentos são, digamos assim, duvidosos. Mas esta canalhada nova é que não percebe nada de Direito. Aludes às dificuldades dos portugueses, defendias que ninguém deveria ficar arredado da advocacia por insuficiência económica. No fundo, és um fofo. No entanto, e pela calada, fazes um assalto às expectativas de milhares de estagiários que pagam para trabalhar. Comparado com a tua cara de pau, o pinóquio era feito de carne e osso. Podes até ser B.O.A., mas já se viu que não és boa coisa.

Um abraço apertadinho."

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Uma senhora vaca...

Depois de alguns produtores de gado terem chocado o mundo ao apresentarem uma vaca que ri, surge na Argentina uma vaca que dará leite praticamente igual ao humano. Seria muito fácil dizer que em Portugal também há muita vaquinha que dá leite humano e por isso não o vou dizer. Bastou alterarem o ADN da bovina com dois genes humanos e a bicha até dá leite como gente grande. A má notícia é que os recém-nascidos ainda teimam em surgir no mundo com bocas demasiado pequenas para sugarem na teta do animal. A solução é alterar o ADN dos humanos e acrescentar dois genes dos hipopótamos. Passaremos a comprar uma vaca para cada casa onde haja uma criança em fase de amamentação, o que ficará mais barato que contratar uma baby sitter. Bastam umas ervas em casa e uns vizinhos surdos. Mas, por outro lado, poderão surgir certos mal-entendidos entre familiares que poderão até terminar em tragédia. Imaginem a conversa entre o pai da criança e o seu sogro. Já viram o que aconteceria se o pai da criança dissesse algo do género:"Bem, agora vou para casa ver se o raio da vaca já deu de mamar ao puto". Se a compra da vaca não tiver sido comunicada à família, o mais provável era o sogro dar-lhe logo um tiro. Coisas de família, portanto. As preocupações de Paulo Portas com a agricultura já começaram a produzir os seus efeitos e, neste caso, aliadas ao choque tecnológico tão aclamado por José Sócrates. Em época de grave crise no reino vegetal, volta o mundo animal a dar-nos uma alegria. Deixamos de comer saladas mas poderemos, muito em breve, começar a comer queijo feito de leite praticamente humano... A ideia não é muito apelativa, de facto. Iogurtes de leite humano... Dão azo a muito mais trocadilhos e equívocos. E se forem com um ligeiro aroma a banana, ainda pior. Cuidado com essas alterações no código genético das vacas. Se elas calham de ficar com o dom da fala das mulheres será o verdadeiro pandemónio. Não haverá boi que as ature. Ou o dom das compras, do cabeleireiro... A cotação do leite nos mercados mundiais iria aumentar exponencialmente. E na Argentina tentaram baptizar esta bicha com o nome da presidente da República. Que bonita homenagem... Darem o nome da pessoa mais importante do país a uma vaca... Claro que a senhora teve de recusar tão "prestigiante" homenagem. Se não gostam dela que votem nos outros candidatos. Mas não lhe chamem vaca.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Déjà vu...

Ás vezes lemos uma notícia e ficamos com a impressão de que esse facto já não é totalmente novo para nós. Foi o que aconteceu quando me deparei com a surpreendente notícia do Correio da Manhã que dizia o seguinte: "Pinto da Costa leva namorada ao Vaticano". Um Papa levar a namorada a casa para a apresentar à família não será propriamente nada de invulgar. O problema é que toda a gente sabe o que aconteceu à primeira. Em 2003, Pinto da Costa levou Carolina Salgado ao Vaticano. E aquela que era uma mulher honrada e séria, passou a ser uma reles "alternadeira" depois de ter beijado o anel do pescador. Oito anos depois, Pinto da Costa leva a sua namorada brasileira, mais nova que ele 48 anos, ao mesmo local. Depois admiram-se das pessoas acreditarem cada vez menos na religião. Já viram como aquele local anda a ser frequentado? Mas a verdade é que Papa por Papa, sempre prefiro um que pape mulheres. E assim também se vai vendo como é que Pinto da Costa consegue aceder à presença do Papa do Vaticano. Basta ele pedir uma audiência para abençoar fruta. E, no fundo, até nem foge muito à verdade. Dá sempre para abençoar uns pares de melões. E para aqueles que dizem que a Igreja parou no tempo, que ainda vive na Idade Média, aí está a prova da sua evolução. Há 2000 anos atrás, Maria Madalena foi apedrejada e só Jesus Cristo a pode salvar. Mas, hoje em dia, elas já entram no Vaticano como se fossem da família. Diz a referida notícia que "Fernanda e Pinto da Costa viram o Papa na audiência geral semanal" mas que "o líder dos azuis e brancos, apurou o CM, terá ainda pedido autorização para uma sessão mais privada". Sessão mais privada? Mas estamos a falar do Vaticano ou do Elefante Branco? Já estou a imaginar o Pinto da Costa a dizer:"Vou pedir uma sessão privada". E como elas são muito inteligentes, a resposta seria:" Ó Jorge Nuno, mas hoje não me apetece trabalhar...viemos de férias". Há fantasias e fantasias. A de Pinto da Costa é levar as companheiras ao Vaticano. Vá lá saber-se porquê. Mas tenho a certeza que Freud terá uma explicação para tudo isto.

terça-feira, 31 de maio de 2011

A justeza...

A esposa do ministro da Justiça Alberto Martins recebeu um pagamento pelas suas funções como Procuradora da República no valor de 72 mil euros. Mas depois de alguém ter dado com a língua nos dentes, o senhor ministro decidiu revogar o despacho que autorizava o referido pagamento. Estamos a falar de apenas 72 mil euros. Qualquer coisa como 149 salários mínimos nacionais. Uma quantia pequeníssima, portanto. A minha dúvida é esta: poderá Maria da Conceição Fernandes (a esposa do ministro) apresentar queixa na Procuradoria Geral da República por violência doméstica? Há coisas que doem muito mais que um estalo e que magoam bem mais que um insulto. Tirar 72 mil euros à esposa deve tê-la deixado com muito mais perturbações psicológicas do que as que teria com uma simples tareia. Tenho a certeza de que se perguntassem à dona Maria da Conceição Fernandes se preferia levar um estalo ou deixar de receber 72 mil euros, a resposta recairia certamente na primeira opção. O que é natural. Um estalo recebe-se a qualquer hora. 72 mil euros é só uma vez na vida. E com esse montante já poderia contratar um guarda-costas para colocar o marido na linha. E como diz o nosso querido bastonário da OA, isto é puro "terrorismo de estado". Ao estado de casado, neste caso. Preocupamo-nos demais com insultos entre marido e mulher, condenamos as agressões físicas entre ambos, mas deixamos passar completamente impune este desfalque de uns míseros trocos. E por aqui também se vai vendo que a carreira política de Alberto Martins está prestes a terminar. Quando já nem a esposa do ministro consegue utilizar essa "cunha" em benefício próprio, é sinal de que os dias do fim estão próximos. Aquilo que o ministro da Justiça fez foi um grave atentado aos bons costumes e às tradições seculares de governantes pouco sérios. Se queria ser sério, que optasse por outra carreira. Estragar a reputação que outros demoraram anos a conseguir é que não pode ser.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Deixem vir a mim as empregadas...

Está criado mais um mito urbano. Agora, sempre que nos quisermos hospedar num hotel, deveremos perguntar primeiro se algum director do FMI lá estará instalado. Não é fácil isso acontecer, dado que, normalmente, só ficam hospedados em hóteis em que se pagam mais de 2.500€ por noite. Mas mesmo assim, todo o cuidado é pouco. Se vos oferecerem estadias em pousadas e hotéis, desconfiem. Neste país, nunca se dá nada a ninguém que não trabalhe directamente para o Governo. Corremos o sério risco de entrarmos muito descansados naquilo que nos parece apenas mais um tranquilo quarto de um hotel e aparecer-nos um sujeito a sair todo nu da casa de banho.Tipo bicho papão. Verifiquem sempre se a casa de banho está limpa, se as janelas estão fechadas e se accionaram o autoclismo. Não vá aparecer um Strauss-Kahn. E apaguem as luzes porque diz-se que este tipo de predador só ataca com a luz acesa. Várias vezes me perguntei o porquê de certos hotéis cobrarem 2.500€ por noite e o porquê de algumas pessoas aceitarem tais preços. Sempre pensei que fosse um abuso praticar tais preços. Mas afinal acho que até fica barato. Por 2.500€ pode-se violar quem aparecer no quarto. Ora, nos tempos que correm, não fica muito mais barato violar alguém cá fora. E com o inconveniente de ainda ter de se andar a procurar uma vítima. Mas nesses hotéis são as vítimas que vão ao encontro do violador. O que se paga a mais nos luxos, poupa-se em corridas e perseguições. O que para um homem de 62 anos faz todo o sentido. Esta malta do FMI perdeu mesmo a noção da realidade. Eles chegaram cá e abusaram de tudo e todos os que foram ao seu encontro. E ficaram a pensar que poderiam fazer o mesmo em países civilizados. Agora entendo o porquê do Bloco de Esquerda e do PCP se terem recusado a encontrar-se com a Troika. Será que o Sócrates, Passos Coelho e o Portas também vão apresentar queixa por sexo oral forçado?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

É esta a luta?...

A crise também começa a afectar o cérebro dos portugueses, infelizmente. O nível do rating das capacidades intelectuais dos portugueses deve andar a bater recordes pela negativa por esse mundo fora. Já não bastava termos de andar a mendigar e estarmos em risco de eleger novamente quem nos deixou de tanga; passamos para a fase dos vídeos a tentar mostrar a nossa grandeza e que só servem para mostrar como temos sido incompetentes nas últimas décadas (se eu fosse finlandês, haveria de ficar bastante receoso de emprestar dinheiro a uns fulanos que já foram donos do mundo e agora estão na miséria); e acabamos na fase de deixar uns bonecos irem representar o país a um concurso que dizem ser prestigiado. O que se devem andar a rir os europeus depois de terem visto os representantes portugueses no Festival da Eurovisão da Canção… faço uma pequena ideia. E a imagem dos Homens da Luta acaba por ser também a imagem que deixamos enquanto povo: somos uns pobres coitados, sem capacidade para fazer mais e melhor, que andamos por aí a fazer cenas ridículas só para nos darem atenção e uns troços, quiçá. E quanto ao trabalho, nadinha. É bem melhor andar por aí a tocar viola e com um megafone a dizer sempre a mesma coisa. Fazem-me lembrar aqueles putos que precisam de atenção e andam sempre a berrar:”sou um palhaço! Olhem para mim!” e que depois se atiram propositadamente abaixo da bicicleta só para se sentirem engraçados. E isto começa a ser generalizado, infelizmente. E podem dizer-me que eles ganharam o concurso em Portugal, as pessoas votaram neles… é certo. Mas a concorrência também não era grande coisa, atendendo à quantidade de cantores pimba que lá andavam. E até esse resultado é o reflexo do país: eles ganharam porque em Portugal também o Pinócrates ganha eleições. É uma paródia. O Tiririca havia de chegar facilmente a Presidente da República neste país. Além do dinheiro, era bom que os nossos governantes também se lembrassem de pedir um grande empréstimo de bom senso e um pouco de sensatez. São estes os nossos homens da luta? Não há-de faltar muito para que os espanhóis entrem por aí.



quarta-feira, 20 de abril de 2011

A Troika...

Desengane-se quem pensa que a Troika é o nosso barco da salvação. Antes o fosse. A Troika não é mais do que uma prostituta de luxo vinda do Leste e que veio para cá fazer o mesmo que todas as outras: trocar prazer pelo dinheiro. Se de dia temos reuniões durante horas e horas com o FMI, à noite o país fica envolvido por essa emigrante que nos prende na sua teia de sedução com falinhas mansas. No fundo, a Troika veio para Portugal satisfazer as necessidades do país em troca de um alto preço a pagar, como toda a prostituta que se preze o faz. E foi muito fácil seduzir o país. Basta chegar cá com largo decote financeiro que mostra muita coisa que nos espera no futuro, um ventre liso como os nossos bolsos, um sedutor jogo de cintura macroeconómica que nos hipnotiza desde o primeiro momento, um bom pacote de medidas à boa maneira brasileira e um par de pernas que reflecte abertura para negociações económicas. E com isto o povo ilude-se, deixando que ela nos “sugue” até ao tutano financeiro. E deve ser bem jeitosa porque toda a gente se quer reunir com ela. Menos os do Bloco porque estão drogados e os comunistas porque tinham de a partilhar. A Troika chega aos encontros com os representantes do país e nem lhes dá tempo para dois piropos… começa logo a falar de dinheiro, por quanto ficará aquela brincadeira… não está lá para falar mas para satisfazer. Se querem falar, arranjem uma namorada financeira. Por cada serviço será X, por cada 15 dias será X… e lá vamos nós ficando cada vez mais endividados. Mas tenhamos razões para sorrir! A Troika é uma prostituta bastante exigente. Não se mete com qualquer coisa. Antes de entrar em Portugal, a Troika espreitou a Espanha mas viu que o tamanho da deles ainda não era suficientemente grande para as suas pretensões, nem demasiado consistente. E quando viu a nossa, deliciou-se. Tesos como andamos, fizemos com que ela perdesse a cabeça e se estabelecesse por cá. Dificilmente a Troika verá coisa maior e mais escura por esse mundo fora. A nossa dívida pública é mesmo assim, suas gulosas.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O Símio...

A minha vida até aos 25 anos ficou marcada por uma grande dúvida que teimava em corroer o meu espírito: mas afinal os americanos são verdadeiramente "muito à frente" ou são verdadeiramente parvos? Hoje fez-se luz sobre essa questão. Ainda para mais quando o próprio presidente dos E.U.A. está envolvido nesse esclarecimento. Fico muito grato aos americanos mas também não era preciso tanto. Para me esclarecer, surgiu uma ideia luminosa na cabeça de uma americana chamada Marilyn Davenport, que é dirigente do "Tea Party" (que é uma espécie de Festa do Avante do Partido Republicano), ideia essa que consistia em mandar um e-mail aos seus amigos republicanos com uma fotomontagem de Obama, que podemos ver abaixo deste texto. Ora, essa fotomontagem é extremamente agressiva para com o presidente dos E.U.A.. E porquê? Porque mostra Obama vestido com as chamadas "jardineiras" masculinas. E não há nada mais piroso que ver um homem de barba rija de jardineiras. Ainda para mais quando esse homem é, supostamente, o homem mais poderoso do mundo. Poderoso e de jardineiras? Não me parecem coisas compatíveis. Depois, mostra Obama ao colo de alguém. E não interessa para o caso que seja ao colo de sua mãe. A imagem que passa para o mundo é que Obama também é levado ao colo. E salvadores que aparecem ao colo das progenitoras em imagens costumam acabar muito mal. E esta quadra é propícia para tal. As fotos de um presidente dos E.U.A. ao colo de alguém deveriam ser censuradas. Ah!!! E também por se andar a dizer que os pais de Obama são uns macacos quando claramente se vê na fotomontagem que ele é filho de chimpanzés. Ou seja, além de dizer que Obama cresceu na selva a trepar árvores, a senhora Davenport ainda fez confusão entre símios. Tanto erro junto... A fotomontagem é também acompanhada de uma legenda que diz:" Agora sabeis porque não há certificado de nascimento". Isto é muito baixo e extremamente racista para com os símios, até porque já há muitos filhos de macacos que possuem registo de nascimento e alguns até já têm boletins de vacinas. Actualizada e tudo. Acusar estes macacos que afinal são chimpanzés de não registarem as suas crias demonstra uma clara segregação social dos americanos. É muito feio gozar dessa forma com primatas. Quando confrontada com o conteúdo do e-mail, Davenport disse o seguinte:"Todos os que me conhecem sabem que não sou racista. Foi uma brincadeira. Tenho amigos negros. Ainda assim o e-mail foi enviado a poucas pessoas, nunca pensei que incomodasse". É espantoso o elevado grau de racismo e de estupidez desta americana. Roça o perfecionismo parvo. Porque é que alguém haveria de levar a mal o simples facto de dizermos que essa pessoa é filha de macacos, que veio da selva e por isso não tem registo de nascimento, que passa o dia a coçar o rabo e a catar os que estão a seu lado? Só uma pessoa melindrosa é que levaria a mal, realmente. E sendo apenas o presidente dos Estados Unidos, nem sei porque é que isto é notícia. Quem nunca insultou alguém dizendo que é filho de macacos, que atire a primeira banana. Cambada de macacos a dizer e fazer macaquices... Era corrê-los à macacada.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Efeitos especiais...

Fiquei emocionado neste fim-de-semana a ver a qualidade de um filme que estava a passar nas televisões deste país. Vi um homem a quem todos criticam e apontam o dedo; um homem a quem todos atacam. Vi um homem justo, honesto, coerente e imparcial. Vi a história desse homem e as infames calúnias daqueles que tentam ferir o seu espírito de morte. Vi um povo agradecido a esse homem, um povo emocionado e que emocionou o seu líder! Vi manifestações de carinho e de profunda admiração por esse homem especial, capaz de trazer a felicidade e o bem-estar aos seus. Vi um homem injustiçado, amargurado pelos maquiavélicos ataques de que foi vítima, mas piedoso e capaz de perdoar os seus inimigos. Vi um país feliz e próspero, onde tudo corria bem. Por momentos, julguei ver um profeta capaz de arrebatar a sociedade e dar ao filme um final feliz. Depois olhei melhor para a televisão e disse: "Caralho! Afinal é o Sócrates!" Quase que me iludia o bandido... No entanto, continuo a achá-lo um profeta... mas daqueles que trazem as pragas do Egipto. E lá se foi o encanto. A expressão emocionada de Sócrates era afinal tão verdadeira quanto o monstro do Loch Ness. O discurso por diversas vezes repetido de Sócrates faz-me pensar no quanto antigo eu sou. Ainda sou do tempo em que era o Governo a governar o país, imagine-se. Hoje em dia, e pelo discurso inflamado de Sócrates, chego à conclusão de que quem governa são os partidos da oposição. Muita coisa mudou desde a última vez em que votei para as legislativas. Cheguei a pertencer às gerações que votavam no partido que deveria governar o país, no seu entender. Actualmente, parece que se vota num partido para o ilibar de qualquer responsabilidade no fracasso das suas políticas. Dantes, o partido com mais votos era convidado a formar governo, chegando ao ponto de governar o país, inclusivamente. Mas nas últimas legislativas, muita gente votou no PS para que Sócrates fosse desresponsabilizado daquilo que tem feito a Portugal. Os portugueses gostam de pobres coitados, seja no Big Brother, na Casa dos Segredos ou até mesmo em São Bento. E Sócrates já se apercebeu disso. Se convidar a Júlia Pinheiro para Presidente da Assembleia da República, não iria estranhar.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Poesia na hora...

Surgem as primeiras manifestações feministas que tentam quebrar e extinguir a bela tradição do piropo masculino. Aos poucos, elas andam a tentar modificar tudo o que o homem tem de verdadeiramente masculino. Elas querem homens que tomem banho, que se depilem e que não mandem piropos. Parece que elas andam à procura de uma Barbie e não de um homem. Claro que esta iniciativa só poderia surgir de algum país anglo-saxónico, dado que a inteligência não abunda por lá. E a britânica Vicky Simister é um bom exemplo do que acabo de referir. Para ela, é difícil distinguir entre homens que se limitam aos assobios e os que podem evoluir para a violência sexual. Por isso é que pretende acabar de vez com os piropos. Realmente, esta é das melhores medidas que poderiam ser tomadas para evitar mais violações no futuro. Toda a gente sabe que esses violadores ressabiados que por aí andam, mandam sempre um piropo antes de atacarem as suas vítimas. O seu código deontológico obriga à declamação de um piropo ou a uma assobiadela só por cortesia e para quebrar o gelo da relação. Quem pretender enveredar pelo mundo das violações não poderá ser mudo. E acabar com o piropo português, então é algo que eu acho extremamente desumano. Que extingam os linces ibéricos à-vontade. Mas preserve-se o piropo. Caso contrário, é certo que os trabalhadores da construção civil irão entrar em greve por manifesta insuficiência motivacional para a laboração. E não há nada mais triste que o chamado "trolha" desmotivado. Queixam-se elas de serem apreciadas. E também se queixam quando ninguém lhes liga. Quem as entender merece um Nobel, de facto. E logo estas inglesas que mal arranjam uns dias de férias voam imediatamente para Portugal para serem devidamente bajuladas pelos tugas. E agora atraiçoam-nos desta forma. Durante todo o ano é um corrupio de inglesas a dançar, todas malucas e semi-nuas, nos bares algarvios; limpar varões como elas o fazem é algo dificilmente visto por mulheres de outras nacionalidades. No entanto, têm um medo de morte de um piropo. Open minds... and mouth shut.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Hole in one...

Numa altura em que o Estado pretende aferir da qualidade de vida e dos hábitos quotidianos da população portuguesa através dos famosos censos, penso que deveriam ser incluídas duas perguntas muito simples nos mesmos: 1) Já jogou golfe?; 2) Se nunca jogou, já entrou nalgum campo de golfe?. Parecem-me perguntas importantes e bastante pertinentes já que o governo decidiu baixar o IVA do golfe de 23% para 6%. Será um incentivo à prática do golfe? Deve ser a única explicação possível. Nada melhor que passar horas a fio em amplos espaços verdes para esquecer que estamos prestes a declarar a falência do país. O único problema desta medida é o facto de não produzir quaisquer efeitos para 99,9% da população portuguesa. E os 0,1% da população que serão beneficiados correspondem a pessoas de vastos recursos económicos. Quem quiser ir a um ginásio paga 23%; para jogar golfe bastam 6%. A quantidade de clientes de um só ginásio deve equivaler a todos os portugueses que praticam golfe no norte do país. E não é com ordenados mínimos que se pode jogar golfe. Cortam-se reformas mas baixa-se a tributação numa actividade reservada a gente de vastas posses e turistas endinheirados. Para eles, o IVA do golfe até poderia ser de 50% que nem se importariam com isso. No entanto, tinhamos de o baixar. Onde está a austeridade? Foram estas medidas que acordaram em Bruxelas? Esses caralhos da União Europeia querem vir para cá jogar golfe quase de graça? Era tão bonito recebê-los à tacada. Ou atirar-lhes bolas de golfe, moda que teve grande adesão em Portugal. No golfe, ganha quem conseguir meter a bola no buraco com o menor número de pancadas. Sócrates tem feito algo mais difícil: com apenas uma pancada meteu um país no buraco. Um fantástico "hole in one" para o Zézinho. Mas que Sócrates não se ache um Messias. As condições para tal resultado tornaram tudo mais fácil: ventos de desgraça na direcção do buraco, inclinação acentuada do país no sentido descendente e tamanho do buraco anormalmente dilatado. Mesmo assim, com tantas facilidades, alguns teriam falhado. Mas não José Sócrates.



segunda-feira, 14 de março de 2011

Gerações...

Todas as gerações ambicionam ser apelidadas por algo bonito, algo que as faça serem reconhecidas no futuro. E nomes bonitos não faltam. É uma questão de criatividade. No entanto, a minha geração vai ficar para sempre designada como a "Geração à Rasca". Não é nada bonito. Fica-se com a ideia de que se trata de uma geração à procura de uma casa de banho e não de um emprego. Que alegria teremos nós em dizer aos nossos netos que um dia pertencemos à "Geração à Rasca"? Preferia que nos chamassem de "Geração Recibos Verdes". Não é tão agressivo e fica na memória das pessoas. Isto não está fácil para quem é jovem. Ou melhor, não está bom para ninguém. Se isto continua a piorar, chegaremos a um ponto em que já não iremos pedir a ajuda do FMI mas sim a ajuda da AMI. Manifestações como a do passado sábado são bonitas. O problema é que normalmente não servem para nada. E quando alguma tem hipóteses de mudar alguma coisa, a manifestação é abafada por puras manobras de diversão. Vendo que os jovens se preparavam para tomar de assalto o país, Sócrates decide desviar as atenções para o outro lado do planeta, provocando uma onde de dez metros no Japão. Não há dúvidas de que Sócrates escolheu bem a sua equipa. Até S. Pedro contratou. Fazem de tudo para abafar manifestações. E se pensavamos que os japoneses é que estavam tramados com o tsunami, muito enganados estavamos, sem dúvida. Enquanto que os japoneses andam a fazer surf em ondas de dez metros, nós somos inundados com mais medidas de austeridade. O PEC em Portugal já tem mais sequelas que os famosos filmes do Rocky. Em termos de argumento até se tratam de temas iguais: baseiam-se em assaltos. Assaltos de boxe contra assaltos aos bolsos. Depois de tantos PEC's, acho que os governos deveriam ser como os códigos dos cartões multibanco: têm três tentativas para acertar ou então ficam bloqueados. Era tudo muito mais simples. Já era tempo de um tsunami levar Sócrates para longe daqui. Contudo, Sócrates não tem medo absolutamente nenhum que tal possa acontecer pois não existe fenómeno metereológico que possa envolver mais àgua do que aquela que envolve as políticas do Primeiro-Minsitro. Dessa morte está ele salvo.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Há beatas no petróleo...

Na próxima quinta-feira, e aproveitando o ambiente carnavalesco que se vive em Portugal por estes dias, o Bloco de Esquerda irá apresentar a sua famosa moção de censura. Nesse mesmo dia, Kadhafi poderá já não estar no poder na Líbia. De facto, estamos numa era muito complicada para pseudo-tiranos. As coisas não andam nada fáceis para quem pensa que os seus poderes lhe foram delegados por uma entidade superior. O mundo islâmico está em ebulição; Portugal está em banho-maria. Sempre fomos um povo mais brando. Uma coisa é inegável: a história de Kadhafi e Sócrates parece estar interligada e não parece augurar nada de bom para o futuro dos dois. As semelhanças entre ambos são imensas. Podemos começar pelo medo do Bicho Papão estrangeiro. Kadhafi receia ver o seu país invadido pelos americanos, que têm tanto interesse pelos direitos dos líbios como eu tenho pela qualidade das minhocas utilizadas na pesca desportiva. Por seu lado, Sócrates tem pesadelos com a cada vez mais inevitável invasão do FMI. As noites não devem ser muito sossegadas. Outra coisa que os aproxima é o facto de evitarem a todo o custo sair do poder com dignidade, mesmo quando já repararam que pouco poder ostentam. Já parecem o Frodo agarrado ao anel. Contudo, quando estão desesperados, tratam muito bem das revoltas contra as suas governações. Ficamos a saber no dia de ontem que a Universidade de Cartum, no Sudão, pretende retirar o título de doutor honoris causa a Kadhafi. Até nisto são parecidos. José Sócrates será eternamente confrontado com a sua possível "não-licenciatura" e a Kadhafi irão tirar o doutoramento. Nem a vida académica corre bem a estes senhores. Só faltava ficar a saber-se que o doutoramento de Kadhafi ocorreu ao domingo. Mas não deve ter sido porque no Sudão há pessoas sérias. Kadhafi padece de outra maleita muito grave: não há unanimidade em relação à forma como se pronuncia o seu nome. Para uns é Kadhafi, enquanto que para outros poderá ser Gadhafi, al-Khaddafi ou al-Qadhafi. E como vimos na última campanha para as legislativas, existem militantes do PS com altos cargos no partido que também não sabem ao certo o nome do mestre: pode ser Sócrates, Socrates, Sócratas, Socras ou simplesmento Socas. Na escola, Kadhafi destacou-se na Matemática, na Literatura e na Geografia. Matérias relativamente às quais Sócrates tem tido muito dificuldade: tem um Ministro das Finanças que não percebe nada de Matemática; escolhe Ministras da Educação que, na Literatura, enveredam pelos policiais; e teve um Ministro das Obras Públicas que afirmava que a margem sul é um deserto, o que mostrava toda a sua ignorância no que respeita a conhecimentos geográficos. E termino com a maior semelhança entre estas duas personagens: ambos passaram vários anos da sua vida a abominar o Socialismo. Kadhafi abominou o Socialismo aproximadamente até 2005. Por seu turno, Sócrates tem abominado o Socialismo desde que se tornou Primeiro-Ministro. Eles até podem ter petróleo mas nós temos o tinto carrascão. E é fácil de ver qual de entre estas duas coisas mais falta fará ao mundo civilizado.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Aloe Blacc - I need a dolar

Dedicada a todos aqueles que votaram no Sócrates...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

E tu, já encontraste um idoso hoje?

Tudo o que se passa neste planeta se resume a uma questão de modas. As variações das preferências do ser humano determinam o respectivo desenvolvimento da sociedade em questão. Em Portugal, por exemplo, variamos constantemente no tipo de jogos sociais mais apreciados. Os tradicionais Monopólio e Pictionary foram sendo substituídos por outro género muito apreciado: Bullying. De um momento para o outro, todas as crianças em Portugal participavam neste jogo. Uns do lado activo, outros do lado passivo, claro está. Mas todos os jovens portugueses participavam, segundo as notícias inflamadas dos jornais. A moda, inevitavelmente, passou. Demorou a passar mas acabou por perder a piada. E como não podiam os portugueses estar muito tempo sem um passatempo divertido, eis que surge mais uma novidade ao nível lúdico que está a fazer grande sucesso entre toda a população. Depois de tanto termos procurado um jovem de nome Wally durante a infância, agora o jogo passa por encontrar idosos falecidos em casa, sozinhos ou com o animal de estimação por perto. Ganha quem encontrar mais idosos e o critério de desempate é o número de anos que o corpo do idoso esteve lá abandonado. Da noite para o dia, muitos idosos passaram a falecer teimosamente em sua casa apenas para que conseguissem ser notícia uma vez na vida. Há pessoas que fazem de tudo por cinco minutos de fama. Até agora, nenhum idoso falecia abandonado na sua própria casa. Nos últimos dias tem sido um fartote. Aquilo que antigamente era uma notícia triste e sobre a qual se deveria reflectir, agora é uma notícia fantástica e bombástica. Todos os dias aparecem títulos de jornais a dizer :"E aí está, mais um idoso encontrado morto". Parece algo espectacular. Um dia destes compramos uma casa com o respectivo recheio e deparamo-nos com um corpo no chão. Será que isso valorizará a casa se a quisermos vender no futuro? Vamos começar a ver anúncios nos classificados do género: "Vendo T2, mobilado, com vista para o mar. Em perfeito estado de conservação, pouca humidade, ideal para corpos abandonados. Inclui garagem e dois corpos ao fundo do corredor." Tanto sensacionalismo até faz ficar com a ideia de que os idosos estão a fazer de propósito para arruinarem com os empregos dos mediadores imobiliários e dos decoradores de interiores. Parecendo que não, um corpo de um idoso combina com muito pouca coisa. É difícil enquadrá-los na harmonia decorativa de qualquer divisão de uma casa. Até para a polícia é uma surpresa os idosos falecerem sozinhos em casa. Quando se vai à GNR fazer a participação do desaparecimento da Sra. Maria que já praticamente não pode andar, a última coisa que os agentes considerarão nos seus raciocínios é que ela possa estar falecida em casa. É mais fácil pensar que ela possa ter fugido de casa, onde, por acaso, mora sozinha. O chamado cúmulo da rebeldia.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Só na próxima Lua cheia...

E aí está o nosso Presidente da República a mostrar ao Sócrates quem é que afinal manda no país. Só lamento tal chacota por dois motivos: o primeiro, por não ter feito isso já no outro mandato; e em segundo lugar, por se ter vingado ao vetar um diploma que iria beneficiar grande parte dos portugueses, já que poderiam poupar dinheiro nos medicamentos. É pena que o "sôr" Aníbal resolva mostrar agora a famosa "vendetta" cavaquista. Ao pé de Cavaco Silva, o Marquês de Pombal era um menino. Quem vai levar na cabeça com esta birrinha são os doentes, já se sabe. Mas as pessoas já se deveriam ter mentalizado de que em Portugal não se pode estar doente. Somos dos poucos países que preferem ter criminosos a trabalhar em altos cargos nos bancos do que ter doentes a quem é preciso comparticipar nos medicamentos. É tudo uma questão de opções e de prioridades. Não é nada fácil ser doente em Portugal. Experimentem! Há duas semanas, liguei para o centro de saúde para marcar uma consulta com o meu médico de família e disseram-me que tinha consulta já no dia 10 de Março. Já??!! Fiquei todo contente por só faltar quase um mês e meio para ter consulta. Dei pulos de alegria. Mas não muito altos, não fosse aleijar-me. Quando chega o dia da consulta já a maior parte das pessoas não se lembra dos primeiros sintomas. Vou chegar à consulta em Março e direi ao médico que no ínicio de Fevereiro apanhei uma gripe pesada. Como não tinha consulta, não tive outra solução a não ser ligar ao professor Karamba que me prescreveu um medicamento. Ora, como o Cavaco não aprovou o diploma, não pude optar pelo genérico e tive de gastar mais dinheiro. No entanto, agora estou curado. Falarei mais um bocado sobre futebol, política e mulheres, e, depois de dizer tudo isto, levantar-me-ei, darei um abraço ao médico e vou-me embora. Deixa de ser um médico e passa a ser psicólogo. Aos poucos, os governantes deste país estão a tirar-nos tudo. Agora, até controlam os dias em que podemos ou não ficar doentes. Já nem esse direito de escolha temos. É que já tinha coisas marcadas para essa altura da consulta e não me apetecia muito ficar doente por essa data. Mas lá terá de ser. A função pública é que manda. O tempo que se demora a chegar à Lua é bem inferior ao tempo de espera de uma consulta. É pena não haver médicos por lá porque ficava bem mais em conta para os portugueses. Temos momentos determinados para entregarmos a declaração de IRS, temos momentos definidos para levarmos o automóvel à inspecção e temos momentos disponíveis para podermos ficar doentes. A isto chama-se organização competente ou "simplex medicinal".

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Se existe, está em Portugal...

Sincronismo. Mas o que é isso do sincronismo? Cientistas por todo o mundo têm tentado desvalorizar determinados acontecimentos que se verificaram neste planeta, dizendo que certas coincidências muito coincidentes não passam de, imagine-se, puras coincidências. Mas não é verdade. As puras coincidências escondem uma forte teoria, cimentada em observações rigorosas e isentas, como as do Banco de Portugal: a teoria do sincronismo. O exemplo clássico do sincronismo é o vôo de um bando de aves. Voam todas juntas, mudam de direcção em simultâneo e com um rigor extremo. Outro exemplo muito divulgado por esse mundo fora é o chamado efeito McClintock: um grupo de mulheres que trabalha no mesmo local durante um certo período de tempo tende a sincronizar o seu período menstrual. Nos homens também se passa algo parecido: depois de algum tempo a trabalharem juntos, os homens tendem a sincronizar os dias em que vão a boates e chegam bêbados a casa. É o efeito McPiela. Porém, e mesmo sendo confrontados com estes exemplos rigorosos e comprovados, alguns cientistas teimavam em desvalorizar o sincronismo. Mas esses mesmos cientistas não estavam preparados para o mais recente exemplo de sincronismo verificado em Portugal, e que tornará os mais cépticos nos mais crentes. Vamos aos factos: em Portugal, temos várias empresas de combustíveis e que são independentes entre si. Acontece que, de tempos em tempos, uma empresa decide aumentar o preço dos seus combustíveis em dois cêntimos no dia seguinte, por exemplo. Ora, qual não é o espanto dos gestores da empresa quando se deparam com um igual aumento do preço nas outras empresas e, coincidência das coincidências, também no mesmo dia. Como em Portugal temos uma total liberalização dos preços dos combustíveis, o normal seria que as empresas baixassem um pouco os preços para tirarem clientes umas às outras. Deveria uma empresa tomar a iniciativa de baixar o preço, o que levaria a que as outras empresas, quando reparassem que estavam a perder clientes, também baixassem os seus. A liberalização deveria consistir na descida dos preços de uma empresa, levando as outras a seguirem o seu exemplo posteriormente. Em Portugal, pelo contrário, consiste na subida dos preços e, mais engraçado, em simultâneo e em sintonia entre todas as empresas. A autoridade da concorrência não descortinou quaisquer características de mercantilização dos preços dos combustíveis. As evidências afinal não são assim tão evidentes. E se não há mercantilização, aquilo que se passa em Portugal é o mais puro exemplo de sincronismo comportamental. Pessoas diferentes, em locais diferentes e de empresas diferentes, são iluminadas pelo mesmo pensamento, no mesmo dia, à mesma hora. Daria um bom argumento para uma série televisiva. O título seria "CashForward", uma série sobre um grupo de terroristas que, durante dois minutos e dezassete segundos, provoca um desmaio global no país com a subida dos preços dos combustíveis, prometendo mais para o futuro.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Estalada, estaladinha, estaladão...

Parece um feitiço mas não o é. Jesus pecou e todo o mundo assistiu ao seu pecado. Contudo, é preciso ter em atenção que Jesus pecou mas não errou... até porque lhe acertou em cheio. Jesus pode ter toda a paciência do mundo para conviver entre romanos, árabes e judeus. Porém, os seus últimos actos mostraram que ainda não tem maturidade suficiente para conviver entre brasileiros e argentinos. O "salvador" irá ser punido, certamente. Não é preciso chegar ao ponto de o crucificar mas umas chicotadas parecem-me castigo suficiente. O que me causa uma certa alegria é ver os comentários inflamados de um certo treinador de um certo clube que passa a vida a falar do Benfica em vez de se preocupar com a sua equipa. Fico com a ideia de que Villas-Boas fala mais no Benfica que o próprio Jorge Jesus. Villas-Boas chora porque o Benfica tem mais protagonismo na comunicação social; chora porque diz que o Benfica é ajudado pelos árbitros e a ele ninguém o ajuda; chora porque se sente perseguido pela Comissão de Disciplina que insiste em castigá-lo pelo simples facto de ser expulso do banco. Villas-Boas nunca foi treinador do Porto. Ele sempre foi apenas a marioneta de Pinto da Costa, que só fala quando o mestre mexe os dedos e só diz aquilo que o amo quer que diga. Se tivesse de comparar Villas-Boas a um quadro, ele seria o Menino da Lágrima. O penteado até é parecido. E as virgens ofendidas do Dragão (pura ironia, claro está, já que toda a gente sabe que no Dragão há de tudo menos virgens...) querem que Jesus seja punido de igual modo a Hulk e Sapunaru. Mas esqueceram-se de referir qual punição: a primeira ou a atenuada? É que, para mim, o Luiz Alberto também não é um interveniente no jogo. Ele parecia um tractor a derrubar tudo o que era jogador do Benfica durante o jogo. E que se saiba, um tractor não é considerado interveniente no jogo. Ouvir o Pinto da Costa dizer que do Benfica só queria o Elmano Santos faz-me deixar de acreditar que podemos recuperar terreno em relação ao Porto. Dado o passado deste senhor, com a sua apetência para receber árbitros ajudando-os a pagar as dívidas do pai, é caso para pensar que o campeonato já era. Não nos podemos esquecer que Pinto da Costa disse exactamente a mesma coisa sobre João Moutinho quando ele jogava no Sporting. E agora já está no Porto. Elmano Santos também já deve estar contratado. Se fosse outra pessoa qualquer a dizer tal coisa, a frase seria de um humor bastante refinado. Sendo Pinto da Costa, tratou-se apenas de um mero descuido verbal sobre o secretismo de tal negócio. E depois de tanto falarem de João Ferreira, eis que o senhor do apito resolveu agraciar Villas-Boas com mais uma prenda. Não é estranho que um árbitro se dirija ao banco do Porto mesmo antes de começar o jogo para cumprimentar Villas-Boas, depois de este ter colocado em causa todo o seu carácter, qualidade e profissionalismo? Bem, parece que agora é normal. Se fosse ao Jesus, o árbitro já estava comprado. Como foi ao Villas-Boas, tratou-se apenas de um cumprimento cordial e um gesto bonito. E para quem tanto fala em túneis e penalties da época passada, aqui ficam uns meros dados estatísticos. Na época passada, o Benfica teve sete penalties a favor e o Porto teve cinco. Sendo que apenas um desses sete penalties serviu para o Benfica ganhar o jogo, que foi em Leiria. Bom, esta época o Porto tem seis penalties e o Benfica também... Afinal, parece que não. O Benfica só tem dois penalties. Curiosamente, na tabela dos penalties, em segundo lugar aparece o Leiria com cinco, o tal outro clube que também perdeu pontos por tentativa de corrupção. Coincidências. Ora bem, os dois penalties a favor do Benfica não tiveram influência na atribuição dos pontos. Já o Porto, em seis penalties, três serviram para ganhar o jogo por 1-0. A super-equipa de Villas-Boas que assenta nos poderes sobrenaturais de Hulk bem se pode queixar da falta de empurrões. Em caso de dúvida, não há dúvida. Marca-se e depois vê-se se tinham ou não fundamento para marcar penalti. Se acertarem, óptimo. Se não acertarem, a viagem ao Brasil ninguém lhes tira. Alguém falou em fruta? Nem se admite tal coisa. No ano passado, o Benfica foi levado ao colo. Este ano, o Porto é levado ao empurrão. E toda a gente sabe que ao empurrão se chega bem mais depressa do que a ser levado ao colo. Palmadinhas? Sim. Mas só na "frutinha"...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Portáteis, saca-rolhas e modas...

Horrível, monstruoso e tenebroso. Este recente crime que gerou a indignação e a revolta da sociedade portuguesa promete dar ainda muito que falar. Psicólogos e psiquiatras terão neste crime muita matéria onde explanarem as suas mirabolantes teorias. E é preciso ter muita imaginação para se conseguir explicar aquele horrível acto. Certamente que nos próximos dias teremos montes de notícias em jornais onde se falará sobre o porquê de o ser humano ser capaz de elaborar e praticar um crime tão horrendo. Eu próprio tenho a minha teoria. O mundo da fama não dá saúde mental. A fama cria loucos e insensatos e é fonte de perdição para quem quer subir na vida a qualquer custo. Só isso poderá explicar o facto de alguém ter chegado ao ponto de cometer esse crime horripilante: chamar Lyonce Viiktórya a uma filha. Luciana Abreu e Yannick Djaló mostraram ao mundo a sua faceta mais pérfida e obscura, pois com o simples baptismo eles afastarão a criança de qualquer caminho de sucesso no futuro. O que fizeram à filha não se faz a ninguém. Podemos não gostar dos filhos; podemos até abandoná-los em qualquer sítio. Mas chamar-lhe Lyonce é desumano. Quando questionada sobre a escolha de tão famigerado nome, Luciana Abreu limitou-se a responder que Lyonce é uma fusão de Luciana e Yannick. Ou eu sou muito parvo (e admito que o seja) ou esse nome tem tanto de fusão de Luciana e Yannick como o meu tem. Pensando bem, acho que até o meu próprio nome tem mais a ver com essa suposta fusão que Lyonce. Se fosse Beyonce até entendia e aprovaria com gosto. Mas Lyonce... Coitada da rapariga. Tem um nome que mais parece resultar da fusão de leão com onça. O que até faria sentido já que o pai joga no Sporting cujo símbolo é o leão e a mãe, segundo dizem, tem um feitio muito peculiar, bem ao género dessa fera de nome onça. E se o primeiro nome já era horrível, então o segundo bate recordes na tabela dos desequilíbrios mentais. Viiktórya. Temos dois "i", um "k" e um "y". Aprender a ler e escrever daria uma grande ajuda a estes pais na escolha de nomes. Há crimes que deveriam ser punidos com prisão perpétua. E um desses deveria ser o mau gosto. Ainda para mais quando se estraga o futuro de uma criança. Contudo, nesta história nem tudo é mau. Sabermos destas histórias leva-nos a dar ainda mais valor aos nossos pais e ao seu exímio bom gosto relativamente a nomes. Imaginem que os nossos pais tinham aderido a esta brincadeira da fusão de nomes. Já me estou a imaginar a ser tratado por Mariuel, fusão de Maria com Manuel. Muito pior do que brincadeiras com saca-rolhas. Se deixam esse nome ser aprovado no registo civil, então estaremos mesmo entregues à bicharada.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E tudo o banco levou...

2011 começa com campanhas. Ou melhor, deveria começar com campanhas. Contudo, aquilo a que temos assistido nos últimos dias é mais digno de um espectáculo circense do que propriamente com campanhas eleitorais. Na luta pela cadeira do poder, a palavra mais utilizada é "banco". Denota-se, desde logo, um claro retrocesso ao nível do mobiliário político. Há candidatos que são acusados de pertencerem ao gang do BPN; outros são acusados de pertencerem ao gang do BPP; e há ainda outros que são acusados de extremismo político. Dá a sensação de que no dia 23 não iremos eleger o próximo Presidente da República; parece, isso sim, é que vamos dar poderes ao próximo Vito Corleone de Portugal. Não irá ganhar, com certeza, o mais inocente nestas histórias todas mas antes ganhará o menos culpado. Se não é o candidato madeirense a trazer algum humor a esta campanha, este país ficaria ainda mais monótono. Simpatizo com o homem e até acho que deveria ganhar já que tem um argumento muito forte a seu favor: não esconde que é palhaço, ao contrário dos outros candidatos que tentam parecer sérios. Nenhum dos candidatos merece ganhar e a única pessoa que poderia tomar conta do país não se quis candidatar: o director do jardim zoológico de Lisboa. De todas as pessoas deste país, acho que é a única com capacidade e experiência para liderar esta bicharada toda que anda por aí. Se o país está entregue à bicharada, porque continuamos a ostracizar as únicas pessoas competentes? Deixemos os "tachos" para os cozinheiros e não os entreguemos a economistas ou poetas. Não conheço um economista ou um poeta que saiba cozinhar bem. Os primeiros, porque cortam demasiado nos ingredientes e nas quantidades; os segundos, porque enquanto declamam um poema, deixam queimar o refugado.
E agora falemos de quem merece. Mourinho ganhou o prémio de melhor treinador do mundo de 2010. Nada mais justo. Ainda para mais ganhando a dois espanhóis. Arrogante, provocador, polémico. Mas o melhor. Temos o melhor treinador do mundo, um dos melhores jogadores do mundo e o melhor empresário de jogadores do mundo. Por que raio continuamos a sentir-nos pequenos?
Para terminar faço uma pergunta: onde é que o Mourinho costuma estar durante os jogos? Pois é, no banco. Como vemos, todas as notícias explosivas deste novo ano andam sempre relacionadas com "bancos". Não há maneira de eles nos largarem.