Londres está “on fire” literalmente. E invejosos como somos, lá tinha de vir um tuga a público dizer que aquele ambiente inflamado poderá estender-se ao nosso país. Só para não ficarmos atrás dos ingleses. Acho que tais declarações são tão erradas como pouco acertadas. Dificilmente se passará em Portugal o que se passa em Inglaterra e por vários motivos. O primeiro motivo, e talvez o mais óbvio, é o de que os ingleses são parvos. Os cérebros dessa cambada que anda por lá a incendiar tudo o que apareça pela frente são absolutamente limitados devido à quantidade de drogas que os seus pais consumiram e que resultaram nisto. Em Portugal, nunca tive conhecimento de que os bolinhos de bacalhau e o tinto carrascão prejudicassem a capacidade de raciocínio. Depois, diz o nosso especialista, que a maior parte dos jovens que participam nos motins estão em situação de desemprego e sem qualificações, o que torna o ambiente cada vez mais explosivo. Mais um critério que não se pode aplicar à realidade do nosso país. A maior parte dos jovens que estão no desemprego é absolutamente qualificada. São jovens que concluíram os seus percursos na universidade e que, quando receberam a triste notícia de que terminaram o curso, depararam-se com as portas fechadas do mercado de trabalho. Enquanto os qualificados andam nos centros de emprego, os desqualificados dirigem o nosso país. Por isso, não serão os pouco qualificados a organizar motins porque terão de trabalhar; nem serão os qualificados, pois esses estarão nas filas de espera para serem atendidos nos centros de emprego. Mesmo que os jovens portugueses se lembrassem algum dia de organizar um motim e incendiar tudo, iam deparar-se com a extrema dificuldade dessa empreitada. Neste país, já há muita pouca coisa para incendiar. Até nisso os mais velhos prejudicam os mais novos. Explodir apartamentos, destruir automóveis, maltratar jornalistas… São tudo atividades do jet set nacional. Um jovem teria manifesta incapacidade em poder rivalizar com o nível de destruição provocado pelas figuras públicas. Aqui neste cantinho estamos seguros. Só temos algo parecido com motins quando as mulheres vão aos saldos. Mas como estamos em crise, nem isso nos incomoda.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
A tela…
Eu confesso que faço parte daquele grupo de pessoas estranhas que compra um jornal diário conforme o que vem na capa. Bem sei que é algo fora do normal, difícil de entender numa análise muito ao de leve sobre o tema. Mas nasci assim e dificilmente irei mudar. Por isso, esta estratégia louca do Glorioso desatar a comprar centenas de jogadores, tem como consequência a desgraça dos cofres do clube e dos meus bolsos, em especial. Dada esta confissão, espero que os senhores editores passem a ter um pouco mais de cuidado e rigor com as notícias e os títulos que escolhem para as capas. O respeitado e reconhecido jornal JN, por exemplo, até apresenta um rigor excessivo na divulgação das notícias. Na capa de ontem do referido jornal, vem a seguinte e interessantíssima notícia em destaque :”Professor badalhoco aperta pescoço a funcionária zelosa”. Verídico. Penso que, pela primeira vez na história do jornalismo em Portugal, o adjetivo “badalhoco” é utilizado num jornal generalista. E logo em grande, na capa. Estamos a ler títulos que falam da crise e de repente os nossos olhos deparam-se com essa palavra que até parece que nos hipnotiza. Demasiado rigor mas uma excelente técnica de marketing. É que, quando passamos a ler o desenvolvimento da notícia no interior do jornal, reparamos que a mesma até nem tem nada de especial. Trata-se apenas de mais um professor que resolveu dar um colorido especial ao chão e paredes da casa de banho da escola com as suas fezes, e que, ao ser interpelado para parar com o seu devaneio criativo e limpar o que tinha feito, apertou um pouco o pescoço da funcionária. Merece ser julgado por isso? Este país não apoia a cultura nem defende os seus maiores artistas. Se isto acontecesse numa casa de banho americana, francesa ou italiana, estaríamos perante um artista e uma obra de arte. Como foi em Portugal, trata-se de um badalhoco. Quem nunca pensou em cagar nas paredes do local de trabalho num momento mais aceso de fúria? Ninguém, é certo. Mas se esta pobre alma resolveu pintar uma natureza morta na parede, não o crucifiquemos. Pode até tornar-se um sucesso. A definição de arte e bom gosto é extremamente subjetiva. Se o artista foi agressivo com a funcionária? Foi, é verdade. Mas quem nunca ficou revoltado por ser interrompido a fazer algo que lhe estava a dar um gozo tremendo? Não é de se ficar chateado? A ira é desculpável. O mal deste país também é “asfixiar” a criatividade dos cidadãos nos locais de trabalho.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Separação do lixo…
A agência Moody’s acaba de baixar o rating de Portugal para o nível “lixo”. Uns fofinhos. Depois do Governo ter apresentado medidas de austeridade que nem sequer tinham sido recomendadas pela Troika, estes safados decidem tirar-nos já o tapete antes que se pudesse ter alguma esperança em que as medidas surtissem efeito. Podiam dizer muita coisa sobre Portugal: que somos preguiçosos, maus pagadores, que adoramos fugir aos impostos e veneramos aqueles que o conseguem… Mas chamar lixo ao país é outra coisa. Porém, já que vivemos no lixo e somos considerados “pig’s”, era bom que deixássemos de tentar pagar a dívida externa do país. Que se saiba, nunca nenhum porco pagou impostos. E se nos quiserem aproveitar para presuntos, até poderão ter sorte. É muito fácil dizer que Portugal é lixo. Mas que tipo de lixo? Plástico, papel ou metal? Onde ficamos no ecoponto? Seremos um resíduo sólido à espera de incineração? E que autoridade tem uma agência qualquer de nos chamar lixo? E, no entanto, nesta época do ano, esses animais andam todos à procura de hotéis na pocilga do Algarve. Na lixeira, os porcos lusitanos recebem menos de salário mínimo e pagam mais de impostos. E eles ainda brincam com esta situação. Faço um apelo a que recuperemos a velha e gloriosa tradição da “esperinha”. Era apanhar esses bonecos da Moody’s e colocá-los numa lixeira a céu aberto, cada um preso a outro porco. Seria divertido depois ver qual dos porcos faria mais barulho. Mas com a quantidade de festivais de Verão que existem por aí, não iriam ter grande sorte em serem ouvidos. No meio disto tudo, sempre fico a saber que Portugal apenas está no lixo. É que já pensava que estávamos na me***. Assim, ainda tenho esperança na recuperação.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
O vício…
Os carros de patrulha da PSP não funcionam por falta de peças, situação provocada pela falta de financiamento. Os polícias queixam-se de que não há condições para trabalhar e as patrulhas ficarão limitadas a algumas dezenas de metros ao redor das esquadras. E isto é uma situação perigosa. Para os próprios polícias, entenda-se. Como eles não estão habituados a andar a pé e com as altas temperaturas que estão previstas para os próximos dias, é bem provável que o número de desmaios em horário laboral dispare. Há testemunhas que comprovam que há agentes da PSP a mendigar por um pouco de óleo para os motores das viaturas. Passear de carro para os PSP’s origina a mesma satisfação que uma dose de cocaína a um toxicodependente. A satisfação e o mesmo grau de viciação. Só isso pode explicar o porquê de eles se rebaixarem ao ponto de pedir óleo. E em vez de ouvirmos a já famosa expressão do “Desenrasca-me uns trocos”, vamos passar a ouvir um “Desenrasca-me uns pingos”. Da maneira como isto anda, será mais perigoso parar o carro numa operação Stop do que parar para ajudar um desconhecido que aparente ter problemas mecânicos no automóvel. Paramos a viatura, o agente pede-nos para sair do automóvel e estamos sujeitos a que eles fujam nele. Só para não andarem a pé. Antigamente, os agentes das várias forças de segurança tapavam os olhos às infracções dos automobilistas caso lhes deixassem um “donativo”. Hoje em dia, perdoarão as nossas ofensas ao Código da Estrada se lhes deixarmos dar uma voltinha na viatura. Para matar o vício. Não sei porque é que exigem que os agentes tenham de efetuar com sucesso determinadas provas físicas para depois passarem toda uma carreira a passear de automóvel de um lado para o outro. Deveriam ser selecionados aqueles que conseguissem passar mais horas sentados num veículo. Tenho a certeza de que se esses veículos tivessem casa de banho integrada, alguns nunca mais sairiam de lá de dentro. Se as viaturas fossem amarelas, não faltariam Noddy’s por aí.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Post aberto...
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Uma senhora vaca...
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Déjà vu...
terça-feira, 31 de maio de 2011
A justeza...
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Deixem vir a mim as empregadas...
quarta-feira, 11 de maio de 2011
É esta a luta?...

quarta-feira, 20 de abril de 2011
A Troika...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
O Símio...
terça-feira, 12 de abril de 2011
Efeitos especiais...
quinta-feira, 31 de março de 2011
Poesia na hora...
quinta-feira, 17 de março de 2011
Hole in one...
segunda-feira, 14 de março de 2011
Gerações...
quarta-feira, 9 de março de 2011
Há beatas no petróleo...
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
E tu, já encontraste um idoso hoje?
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Só na próxima Lua cheia...
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Se existe, está em Portugal...
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Estalada, estaladinha, estaladão...
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Portáteis, saca-rolhas e modas...
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
E tudo o banco levou...
