segunda-feira, 7 de junho de 2010

Agricultura cibernética...

Além de estar em crise, a sociedade portuguesa vive assolada por outro tipo de "cancro" que ameaça exterminar todas as regras da boa e sã convivência em grupo. Refiro-me, claro está, ao Farmville. As redes sociais não têm apenas aspectos positivos, e quando se pensava que o Facebook era muito superior ao Hi5, eis que surge a propagação e proliferação do Farmville. Agora já quase toda a gente tem uma quinta. Há pessoas que jogam Farmville e que nunca viram uma vaca ao vivo. Uma de quatro patas, entenda-se. Tenho para mim que certas palavras votadas ao esquecimento, tais como arrobas e almudes, que deixaram de ter espaço nas escolas primárias, passarão a estar novamente na moda e irá ser "chique" e "in" dizer que se comprou um almude de Whisky ou Vodka ou uma arroba de produtos biológicos. Chegámos ao cúmulo de a malta jovem estar no café a jogar Farmville no portátil, dedicando-se com carinho a árduas tarefas como colher girassóis, construir estábulos, plantar cenouras... e quando a maior parte dessas pessoas pensam que as cenouras são o fruto de alguma árvore chamada "cenoureira". Para trabalhar a sério no campo não temos ninguém. Mas para colher cenouras virtuais não faltam candidatos. Essas mesmas pessoas que jogam Farmville não têm consciência do ridículo que é estarem num sítio público a pedir cenouras, batatas e, o pior de tudo, até feno pedem. Estas alminhas perdidas que estão no café a pedir feno em voz alta poupam trabalho a seres "normais" como eu de ter de os insultar. Uma pessoa que pede feno já se insulta o suficiente a si própria. Há outros até que pedem tábuas para construir o seu estábulo. Com tanto cavalo e burro à solta acho que só um estábulo não deve chegar. E se as amizades já sofrem bastante com o Farmville, dado que somos facilmente trocados por novas vizinhanças da quinta, até as relações amorosas acabam por ser influenciadas. O pessoal anda tão vidrado nessa "coisa" que os jogos de sedução consistem em ajudar a construir estábulos, em limparem os dois o estrume dos animais ao luar e em oferecerem medicamentos para os animais doentes. E quando se pensa em dar o próximo passo, a frase de engate passou a ser:"Na tua quinta ou na minha?". Nem tudo são rosas. Com tanta gente com quintas e com o número de vizinhos(as) a aumentarem exponencialmente, não será preciso muito para que alguém pense em "pular a cerca". Costuma dizer-se que a galinha da vizinha é sempre melhor que a nossa. E se a galinha o é, então a vaca também deverá ser. E quando surgem as discussões e as zangas até no Farmville se vingam. Não as levamos ao cinema e elas destroiem os girassóis que plantámos com tanto cuidado. Não as levamos a jantar fora e elas incendeiam-nos o estábulo. Por tudo isto, não me mandem mais convites para o Farmville. Um dia acabo por ceder à tentação.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Electricidade requintada...

Continuamos a copiar apenas as piores medidas que se tomam por essa União Europeia afora. As boas não praticamos no nosso país. Só para sermos originais. O preço da electricidade desce cerca de 4,5% em quase todos os países da União. Mas no nosso país o preço aumenta 1,5%. Ainda acham que é muito barata a electricidade por cá. É uma medida à medida de Sócrates, passe a redundancia. Aumentar o preço da electricidade é uma boa medida para acalmar um pouco a contestação no país e "dar um cheirinho" de velha e boa censura. Aumentando o preço, as pessoas vão deixar de poder ver tantas horas de televisão. Assim sendo, vão ter de optar entre deixar de ver as novelas ou os telejornais. Claro que as audiências dos telejornais irão baixar porque cá em Portugal só vemos programas de interesse nacional e de elevado conteúdo cultural: novelas. Deixando de ver o telejornal, as pessoas não estarão informadas sobre as recentes asneiras de Sócrates e a contestação há-de diminuir. Passaremos a deixar de poder ler jornais à noite porque não poderemos ter a luz acesa durante muito tempo. Menos tempo para ver as "estaladas" que Sócrates nos vai dando. Além disso, como passaremos a carregar menos vezes o telemóvel, é quase certo que ficaremos sem bateria alguns dias e já não conseguiremos ler as SMS que nos mandam a combinar a hora e local das manifestações contra o Governo. Aparecerá menos gente a confrontar o Sócrates e a comunicação social deixará de se interessar por tal coisa. Se tudo isto não é censura, então não sei o que censura significa. Será que a nossa electricidade é assim de tão boa qualidade que justifique este aumento? Terá a nossa electricidade melhor qualidade que a electricidade alemã, por exemplo? Nós não queremos electricidade topo de gama. Queremos electricidade "rasca", da mais barata que houver. A electricidade "gourmet" que fique para quem tem dinheiro. Não quero electricidade que provenha de barragens onde a água que faz funcionar as bobinas seja límpida e cristalina, onde se conseguem ver todos os peixes existentes e que fica numa zona declarada património mundial pela ONU. Para mim, as bobinas até podem funcionar apenas à base da corrente de esgotos ou de um simples rio poluído. Ficamos à espera que os chineses se interessem por esse ramo do comércio. Quando uma loja de "chinesices" tiver nas suas prateleiras a distribuição de electricidade, eu serei um dos seus primeiros clientes. Mas eles interessam-se mais por bandeiras portuguesas.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Quem avisa... merece castigo!

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e mudam-se também as formas de insultar os árbitros. Ainda sou do tempo em que o insulto passava por referir a profissão duvidosa da mãe; passava também por lhe chamar carinhosamente boi preto e de perguntar se precisam de óculos; e o insulto acabava sempre por meter a mulher do desgraçado ao barulho. Esta história toda vem a propósito de uma notícia que surgiu nos últimos dias em que, supostamente, vários sujeitos mandavam SMS aos árbitros a insultá-los e ameaçá-los. Indivíduos que estão agora a ser julgados. Curiosamente, o conteúdo de uma das SMS que foi considerada das mais ameaçadoras e repugnantes dizia o seguinte:"Sei que a tua mulher está sozinha em casa...". Isto é um insulto? Ou ameaça? Desde quando? Acho que é bom os árbitros saberem que quando estão fora de casa as suas esposas não "convidam" o padeiro ou o homem do gás para entrar. O facto de elas estarem sozinhas é bom sinal. Assim como é bom saber que há pessoas anónimas dispostas a vigiar a casa sem ser preciso pagar nada. É só coisas boas. Mas eles não gostaram! Antigamente, dizia-se aos árbitros para irem para casa porque a sua querida esposa estava a dar abrigo a um moçambicano. E em resposta víamos amplos sorrisos estampados nas caras dos homens do apito. Sorrisos trocistas. E agora que lhes dizem que afinal a sua querida esposa está sozinha em casa, eles levam a mal e vão fazer queixinhas aos tribunais. Se dizemos que a mulher é uma badalhoca e não deixa arrefecer a cama, eles não nos levam a sério. Se dissermos que a mulher é fiel, eles levam a mal. Cada vez percebo menos o ser humano. Um dia hão-de receber uma SMS a dizer que o canalizador não foi apenas mexer nas torneiras lá a casa e eles nem vão ligar. Nem a isso nem ao facto de terem pão sempre fresco em casa e não terem gastos nenhuns com isso. Se eles não conseguem ver isto, como é que vão conseguir ver um penalti ou um fora-de-jogo?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Meio bilhete, s.f.f...

Estou a pensar criar um grupo no Facebook intitulado "Pessoas que não querem concertos na Queima". Se repararmos bem, a supressão dos concertos só traria benefícios à maioria dos estudantes. Até mesmo a quem já não é estudante. Eu, pessoalmente, já sou contra concertos porque não consigo chegar a tempo de ver nenhum. Estou a mentir... Consigo ouvir os derradeiros acordes da última música que está a ser tocada. Mas ainda que chegasse a tempo iria preferir sempre a música pimba que se ouve nas barracas. E, normalmente, no estado em que a maior parte do pessoal entra no Queimódromo, já não dá para distinguir entre Quim Barreiros e os Franz Ferdinand. Começa tudo a parecer a mesma coisa. Começamos a misturar a "Garagem da vizinha" com o "Take me out". E se pensarmos mais um bocado, os concertos só servem para que os bilhetes de entrada fiquem ainda mais caros. O dinheiro que se pouparia se não contratassem aquelas bandas e o próprio palco já poderia servir para nos pagarem ainda mais bebidas nas barracas. Ou mesmo cachorros e pães com chouriço. O preço dos bilhetes poderia ser reduzido em cerca de 70%. Em vez de pagarem balúrdios ao Quim Barreiros para lá ir actuar, poderiam pagar 10€ a um caloiro e ele cantava as mesmas músicas e com mais ânimo. E a um preço bem mais baixo. Os gajos da FAP não têm olho para o negócio. Aposto que se fizerem um inquérito, a maior parte das pessoas irá preferir bilhetes mais baratos a concertos na Queima. Se eu quiser ouvir um concerto vou a um dos muitos festivais de Verão. Na Queima o que queremos é emborrachar-nos... ainda mais. Aliás, muitos dos estudantes que vão à Queima acabam por ir também ao Rock in Rio. E aí já vêm concertos. É uma vergonha termos aquele palco enorme no recinto do Queimódromo, quando todo aquele espaço poderia ser utilizado para colocar mais barracas e mais casas de banho. Mais barracas originavam maior oferta de bebidas e havendo maior oferta os preços teriam forçosamente de baixar devido à concorrência. É a lei de mercado que defende isto. E mais barracas significariam também mais miúdas decotadas a servir bebidas. Pagar tanto dinheiro e não ver concertos é que não tem lógica. E como continuaremos a chegar tarde à Queima, mais vale pedir apenas meio bilhete. Quem quiser entrar a partir das duas da manhã no recinto só deveria pagar metade.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ut semper...

Que os nossos políticos são músicos, creio que já não é propriamente novidade para ninguém. Música não tem faltado aos portugueses sobretudo da parte do senhor quase engenheiro. Mas o facto de serem bailarinos é que já é uma grande novidade. Em plena capital espanhola, quando confrontado a propósito da "aliança" com o PSD para a tomada de medidas mais severas, o nosso Primeiro-Ministro teve a graciosidade de dizer que para se dançar o tango são precisas duas pessoas. Mas eu ainda acrescentaria mais alguma coisa à frase de modo a reforçar a ideia de Sócrates: são precisos dois para dançar o tango mas basta um para nos deixar de tanga. Depois de ter sido aprovado o casamento homossexual, o que nos faltava mesmo era ver o Sócrates e o Passos Coelho com aquelas roupas justas, muito agarradinhos, deixando-se levar por todo aquele ambiente sensual... e, claro, Sócrates com uma rosa na boca. Se a rainha Santa Isabel fosse viva, o seu milagre teria mais impacto na sociedade. Assim que a rainha chegasse aos seus aposentos, um T1 numa habitação social, vinda do seu emprego numa fábrica que já não paga salários à 3 meses, e com um monte de dívidas no regaço, o rei lhe perguntaria: "Santo Deus! Por ventura trazeis vós mais dívidas, mulher?" Ao que a santa rainha lhe diria:" São os Rosas, senhor...!" No fundo, esta alegoria do bailarico com tangos só serve para termos plena consciência de que estamos a passar de país desenvolvido da Europa para um qualquer país em vias de desenvolvimento da América do Sul. Por isso é que o Benfica aposta tanto em argentinos. Eles aqui sentem-se em casa. Não precisamos de TGV's, nem de aeroportos ou auto-estradas. Precisamos, isso sim, de novos clubes de danças latinas. Transformaram o Palácio de São Bento na maior escola de tango da Europa. Logo vi que aquelas caras sisudas com que Sócrates e Passos Coelho saiam das reúniões no palácio não poderiam resultar apenas de horas de debate político. Aquilo era a face visível de pura exaustão de horas e horas em tangos. Mas que José Sócrates tenha cuidado. O estado do país e as previsões para os próximos tempos são mais propícios à Lambada que ao Tango.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

E a profecia cumpriu-se...!

Rendam-se às evidências, seus hereges!!! ;p A maior equipa do Mundo e provavelmente os melhores adeptos do Mundo...!!! CAMPEÕES!!! CAMPEÕES!!!

sábado, 24 de abril de 2010

Tanquam suber...

Esse grande vulto da ciência dos tempos modernos de nome Evo Morales resolveu iluminar o Mundo nesta época de crise, lançando mais duas das suas grandes teorias. O presidente da Bolívia que, segundo dizem as más línguas, nem sabe escrever o próprio nome, veio a público lançar suspeitas sobre alimentos trangénicos e sobre a alimentação dos frangos. Diz o sábio boliviano que os alimentos trangénicos, que são uma espécie de transexuais da comida, são responsáveis pela calvície dos homens. O que este homem sabe. Muitos alimentos trangénicos deve consumir o Luisão. Quem irá aproveitar esta teoria serão os grupos de Skinheads. A partir de agora poderão justificar em tribunal que o seu aspecto nada tem a ver com ideologias políticas extremistas; o aspecto dever-se-á ao facto da sua alimentação ser à base de alimentos trangénicos. Por outro lado, aqueles agricultores idosos que vivem nas aldeias perdidas do Interior, que possuem as suas próprias hortas e respectivos produtos naturais, não terão justificação para o facto de serem carecas. A consumirem aqueles produtos naturais, os agricultores deveriam ter uma armação capilar do género do Valderrama. Logo, se esses agricultores apresentarem uma perfeita calvície poderão ser incriminados por participação em manifestações de extrema-direita e integração em grupos de Skinheads. Como na Bolívia são contra os alimentos trangénicos, e da maneira como falou o seu presidente, das duas uma: ou não há carecas na Bolívia ou então estão todos presos. Mas pior é a segunda afirmação. As hormonas femininas dadas aos frangos nos aviários são responsáveis pela homossexualidade. Isto só demonstra como os romanos eram um povo avançado para a época. Já davam hormonas femininas aos frangos até nos séculos antes de Cristo. E depois faziam aquelas orgias homossexuais em banhos públicos. Uns ordinarões e uma pouca vergonha. Os padres andam a "papar" meninos simplesmente porque jantaram numa churrasqueira. Jantares de convívio em churrasqueiras terminam certamente numa grande farra de homens com homens e mulheres com mulheres. Por isso é que não como frango. Não vá Evo Morales ter razão. Começo é a ficar preocupado com estes festejos de golos em jogos de futebol em que os jogadores dão beijos na boca... uns aos outros!!! Já não quero marcar golos, não vá a moda pegar. Será que os jogadores do M. United comem frangos nos estágios? Antigamente, não havia nada disto. Porque nos estágios comiam-se "frangas" e não frangos. Eram homens de barba rija! Agora são homens de buço macio.


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Suo tempore...

Depois destas últimas polémicas com submarinos que já compramos mas não usamos porque ainda não estão prontos mas que apesar de não estarem prontos já foram pagos e dão que falar (é complicado, eu sei), fica-se com a ideia de que a solução para o país passa por não investir em nada que nos permita movimentar, que nos permita sair do sítio. A solução é ficarmos parados porque em todos os meios de transporte teimamos em arranjar polémicas. Nos transportes rodoviários, basta juntar a palavra "portagem" às iniciais SCUT para que o sossego do país fique irremediavelmente abalado e surjam manifestações de desagrado muito parecidas com as organizadas pela GreenPeace. Nos transportes aéreos, a polémica ainda é maior porque nem sabemos onde colocar um aeroporto. Agora é para a Ota, a seguir é para Alcochete, depois já só se pensa em aumentar o já existente. O futuro aeroporto mais parece um chapéu de três bicos. Pelo menos já fica com uma alcunha. Nos transportes ferroviários temos a eterna questão do TGV. Dizem que nos faz falta uma ligação a Madrid. Para ir aos caramelos não precisamos de TGV. E o Cristiano Ronaldo não anda de comboio. Outros especialistas dizem ainda que é fundamental a ligação Porto-Lisboa. Acho desnecessário gastar tanto dinheiro em algo que só será usado para ir ao Rock in Rio e para ver a Red Bull Air Race. Nos transportes marítimos é a vergonha que se sabe com os desvios no pagamento dos submarinos. Perdeu-se o rasto a cerca de 700 milhões de euros. O que é absolutamente normal. Quem nunca perdeu uns trocados que atire a primeira pedra. Esses 700 milhões de euros que "afundaram" equivalem praticamente à mesma quantia que iremos mandar para a Grécia porque os pobres coitados dos gregos estão em crise... E como temos uma economia fortíssima vamos doar esses míseros patacos. Mas, ao contrário de muita gente que tem criticado este "donativo", eu até acho bem que se faça tal coisa. Primeiro, porque mesmo que não concordassemos, seríamos obrigados a fazê-lo na mesma por causa de uma tal de União Europeia. É que fazer parte da U.E. não é só andar a "mamar" fundos comunitários. Também há contrapartidas. E em segundo lugar, é preciso que se veja este "donativo" não como uma despesa mas antes como um investimento. Com este dinheiro, a Grécia há-de recuperar e os 700 milhões levam marcados um V de "volta". E como vamos agravar ainda mais a nossa economia, daqui por uns tempos somos nós a receber esses milhões todos da União Europeia. Fazemos um "all-in" sabendo que a Banca irá ter piedade de nós.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Res iudicanda...

Passou a Páscoa e com ela lá se foram os folares. Mas nem tudo é mau. Também acabou a Quaresma e lá se foi aquela ideia parva de que não se deve comer carne às sextas-feiras. São dias de jejum. Para mim, a palavra jejum significa não comer; não significa que não se deve comer carne. Isso terá outro nome: castigo. E eu não fiz mal a ninguém para ser castigado dessa maneira. Por falar em carnes, a Páscoa de 2010 fica marcada pelas polémicas sobre as escolhas "alimentares" de alguns padres. Todos os dias somos confrontados com notícias de padres que "comem" miúdos. E eu fico indignado porque se eu não posso comer carne às sextas-feiras, então eles também não deveriam poder. Mas podem. Na religião dos "Papas", a escolha de alguns é "papar" meninos. Depois ficam sujeitos a estes trocadilhos. Preferia aquelas notícias que falavam de padres que fugiam com mulheres; que falavam sobre as mulheres e as filhas dos padres. Tudo bem que Jesus dissera uma vez que deveríamos amar as crianças... Mas não exagerem nesse amor. A sorte que Jesus teve em criança quando se perdeu dos pais e foi parar ao Templo é que não encontrou alguns dos padres que existem agora. Se fosse hoje em dia, Jesus estaria tramado. Um menino sozinho num templo... Era uma tentação. Sujeitava-se a sair de lá com chicletes, chocolates e 500 escudos. É urgente informar alguns padres que os acólitos existem para servir o Senhor e não para que o senhor padre se sirva deles. Mais grave ainda são as tentativas frustadas de encobrir estas histórias. Até porque mais cedo ou mais tarde se descobre tudo. E estar a encobrir um crime é tornar-se cúmplice no mesmo. Sendo assim, haverá muito padre que deveria estar preso neste momento. Se as pessoas cada vez mais se afastam das igrejas, estas histórias que vêm a público só tornam tudo cada vez mais complicado para a religião. Acho que quaisquer pais minimamente responsáveis ficarão desconfiados de cada vez que os seus filhos forem à catequese, por exemplo. E quando se vê um porta-voz do Vaticano comparar num sermão estas histórias de padres pedófilos com a perseguição aos judeus, acho que está tudo dito. Querer fazer das pessoas parvas não é grande ideia. Durante um certo tempo estava na moda ser vítima de Bullying. Agora o que está a dar é ser vítima de abusos sexuais por parte de padres. O que não faltam são relatos de homens e jovens a dizerem que foram violados. Creio que as verdadeiras vítimas querem tudo menos mediatismo. Ser violado por um padre não é assim grande coisa. Preferia ser violado pela freira Diana Chaves. Com tanta mulher bonita por aí, porque raio é que se divertem a "papar" criancinhas? Andam armados em lobos maus? Que me lembre, esse comia "avozinhas". Tanto perseguem os homossexuais e os padres são os primeiros a estarem relacionados com esse tipo de opções sexuais. Por isso é que o Papa e a sua malta tanto condenam o aborto. Sem abortos há mais crianças à solta. Não pode ser. A religião católica, inconscientemente, encaminha-nos para o pecado. Estas histórias de "receber o corpo de Cristo" na boca, de beijar a cruz e de rezar de joelhos são uma fonte de ordinarices. Beijar uma figura seminua presa numa cruz é algo que não faz muito sentido. Apenas serve para a Igreja no propósito da partilha... de doenças. Preferia beijar um ovo de Páscoa, daqueles enormes de chocolate. Por falar nisso, gostava que me dissessem em que parte da Via Sacra é que entra o coelho e o ovo da Páscoa. Até hoje não percebi.

Booka Shade: Regenerate

quarta-feira, 24 de março de 2010

Quod vide...

Parece que o futuro dos portugueses depende destas três iniciais: PEC. Mas afinal o que é isto do PEC e porque é que todos os dias somos bombardeados com quase meia hora de reportagens sobre esta coisa? A União Europeia diz que estas iniciais abreviam Plano de Estabilidade e Crescimento. Mas eu penso que não. Da maneira como está o país, com todos estes negros cenários que se adivinham no horizonte dos portugueses, acho que a União Europeia nos está a mandar uma mensagem escondida nestas iniciais e que PEC significará na verdade "Pirem-se Enquanto Conseguirem". Aquilo que deveria ser a solução para os nossos problemas económicos e sociais transformou-se numa complexa arma de arremesso entre o Governo e a Oposição. Fica-se com a sensação de que o PEC é Jesus Cristo e o Governo faz de Pilatos perante a responsabilidade de decisão sobre o futuro. A solução é :"Lavo as minhas mãos". A responsabilidade de governar é "atirada" para aqueles que perderam as eleições. Acho que existe aqui algo de estranho. Governo e Oposição parecem estar a jogar o "Passa a bomba", ficando aliviados logo que os holofotes incidem sobre o "jogador seguinte". O que é mais grave nesta história é que, ao contrário do que se passa nesse jogo do Buzz, esta "bomba" só passa para o adversário depois de muitas asneiras ditas e feitas e não por se ter respondido correctamente a alguma questão. A maior parte das pessoas não sabe o que é o PEC nem as consequências que irão sofrer com as medidas lá previstas, mas os portugueses já não suportam ouvir falar em tal coisa. Basta ouvir as iniciais PEC para que qualquer português coloque imediatamente as mãos nos bolsos com medo de que lhe tirem algo. Pedem-nos sacrifícios e querem reduzir a despesa pública. E tomamos conhecimento, logo de seguida, dos miseráveis prémios dos gestores das grandes empresas públicas. Temos de diminuir a dívida pública para conseguirem pagar todos esses prémios. Não vamos agora prejudicar a vida dos gestores públicos e das suas famílias. Eles têm que manter as grandes casas e as grandes quintas, os grandes carros, as inúmeras amantes... São coisas extremamente caras e essenciais à sobrevivência humana. Da forma como estamos a ser espremidos e da maneira como estamos a ser forçados a emagrecer, daqui a pouco já nem a tanga nos serve.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Carlsberg é connosco...;p




Tão justo quanto fácil... Apenas o primeiro desta época.

sexta-feira, 19 de março de 2010

;)


Somos GRANDES!!! Viva JESUS!!! Aleluia, aleluia!




quarta-feira, 10 de março de 2010

Proteo mutabilior...

A noção de Estado laico parece estar cada vez mais esquecida nas cabeças de alguns. Ou melhor, trata-se de um esquecimento útil. Há cada vez mais desemprego, a crise teima em continuar, o número de famílias com poucos recursos para subsistir aumenta, mas basta o Papa anunciar que vem a Portugal para alguns iluminados pedirem à Assembleia da República que decrete tolerância de ponto para que um maior número de pessoas possa escutar o Papa. Será que o Papa tem a solução para a crise? Se abrir os cofres do Vaticano até é capaz de ter. Mas não me parece que seja isso que ele cá vem fazer. As pessoas ligam cada vez menos à religião mas para ver o Papa já querem faltar ao trabalho. Há um certo interesse nesta definição de religião... Já não bastam todos aqueles feriados católicos que temos como ainda querem mais uma folga. E depois continuamos na cauda da Europa. Porque não somos como os gregos? Esses sim, tomam atitudes drásticas e invadem os Ministérios. Aqui é o contrário. O combate à crise e à corrupção faz-se através de intensas batalhas em partidas de cartas no café mais próximo. O frio que se faz sentir poderia levar-nos a uma maior actividade para aquecermos. Mas nem assim. Quando chegar o Verão ainda será pior. Vai tudo para a praia. Revolução sim... mas que a façam os outros. Vamos combater o défice com a total abstinência de trabalho. O Papa está a ser conivente com os nossos interesses. Será que quem professar outra religião também terá tolerância para faltar? Como se vai controlar quem é ou não católico? E quando os líderes de outras religiões visitarem o nosso país? Os seus seguidores também terão tolerância do Estado? Seria engraçado se tivessem. Iríamos ficar a saber que Portugal tem aproximadamente 10 milhões de hindus, mais 10 milhões de muçulmanos, de judeus, etc. Sempre que formos visitados por um líder religioso ninguém trabalha! Vamos fazer de Portugal o líder mundial da crença e da fé. Será que o Pinto da Costa conta como líder religioso? Assim sempre são mais uns dias sem trabalhar. De cada vez que o Jesus do Benfica der uma conferência de imprensa há cerca de 6 milhões de pessoas que estão dispensadas do trabalho. Temos preguiça de ir à igreja mas se nos subornarem com um dia de folga para andar atrás do Papa nós vendemo-nos imediatamente. Somos um povo de fácil adaptação a qualquer situação.

terça-feira, 9 de março de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ordo a chao...

Estamos em risco de ficarmos conhecidos como o país dos túneis. E não é só pelo que tem acontecido no futebol. Seja na Economia ou na Política, o túnel é cada vez mais o símbolo desta nação que já chegou a dominar literalmente meio-mundo. As contas das principais empresas públicas não batem certo e há enormes derrapagens orçamentais nas principais obras públicas. A culpa de quem é? Dos túneis, claro. Parece que o dinheiro público anda a ser levado por algum caminho secreto localizado no subsolo. Ninguém o viu, ninguém sabe de nada. O dinheiro das empresas privadas aparece em off-shores e ninguém sabe como. A PJ desconfia que há túneis que vão directamente dos cofres para paraísos fiscais, por onde o dinheiro escorre naturalmente, sem interferência de ninguém. A culpa é da gravidade que obriga o dinheiro a cair. O Orçamento de Estado mostra que estamos falidos e que já tiramos a mão da frente à muito tempo. E a de trás foi logo de seguida. Qual a imagem que é transmitida pelo nosso Orçamento? Somos um verdadeiro túnel em forma de país rectangular. As multinacionais que chegam ao nosso país acabam por se perder numa densa escuridão, perdem o rumo, metem políticos nas suas estruturas, desgraçam-se e quando finalmente vêem alguma luz fogem logo para outro país. Nas cidades, as populações queixam-se do intenso tráfego diário. Resolve-se fazer um túnel para melhorar alguma coisa e parece que essa solução é capaz de abrir alguma Caixa de Pandora perdida no nosso subsolo. Como se ela já não tivesse sido aberta à muito tempo. Um buraquinho no solo. Toda a gente gosta de um buraquinho. E é esta realidade que é mais do que confirmada através de tudo aquilo que se passa no futebol português. As polémicas com as arbitragens já não chegavam. Faltava alguma sal ao nosso dia-a-dia. Faltava... um túnel. Como grandes ordinarões que somos, tinhamos de acabar as conversas a falar de um buraquinho. Os túneis dos estádios são algo do mais pornográfico que pode existir e isso parece mexer com o comportamento dos homens quando se encontram nesse espaço. Vai-se a racionalidade e fica a emotividade. Haverá melhor sítio para polémicas do que um túnel? É que estamos a falar de um buraquinho onde existe um constante entra e sai em dia de jogo. Faz lembrar alguma coisa? Claro que não. E se disser que esse túnel é escurinho e que ficou demonstrado que a temperatura aumenta exponencialmente no seu interior? Já sem falar que é um sítio muito procurado por câmaras de filmar. Agora, se calhar, já dá para perceber. O túnel dos estádios faz lembrar um forno. Somos um povo ordinário e o facto de sermos tarados é a mais pura explicação para o facto de neste país muita gente nos roubar e nós não fazermos nada. Eles mexem-nos na zona dos bolsos, nós pensamos que é tudo com intenções carinhosas, mas quando damos por ela estamos a olhar para um palácio (que não é nosso) como se fossemos uns burritos. Se nos querem assaltar, assaltem-nos! Mas com carinho.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Nihil urgent...

Pensem bem antes de sair de casa para ir às compras. Só o simples facto de atravessarmos a porta de casa em direcção à rua consubstancia uma perigosa aventura rumo ao desconhecido. Uma pessoa nunca sabe o que pode acontecer fora de portas. Que o diga uma escocesa de nome Kay Ure. A infeliz saiu de casa para comprar um perú e só voltou um mês depois. E demorou um mês devido às fortes tempestades que a impediram de regressar a casa, segundo ela. Não sei onde é que esta escocesa foi comprar o perú. Provavelmente, e dado o tempo que demorou a regressar a casa, ela deve ter procurado o perú no país com o mesmo nome. E deve ter ido a nado. Não sei é se o marido vai acreditar nesta desculpa... Tanto tempo sem ir a casa... Vamos lá ver se a escocesa não matou o perú com umas "facadinhas" no matrimónio. Se bem que, com tanto tempo fora de casa, não se possa falar propriamente em "facadinha"; um mês fora de casa deu para um brutal "esfaqueamento" no casamento. As mulheres estão cada vez menos sérias. Se ela morasse em Portugal e a desculpa para demorar um mês a voltar a casa tivesse sido a espera por uma consulta num posto médico, até acreditava. Mas demorar por ter ido comprar um perú já é uma desculpa muito batida. Já ninguém acredita em tal coisa. Posto isto, das duas uma: ou a escocesa se perdeu nos saldos (o que é perfeitamente natural nelas); ou então o whisky escocês é mesmo o melhor do mundo. Dá uma bebedeira de um mês. Aquilo bate mesmo.
P.S.: Com esta história dos casamentos homossexuais, quando voltar a ouvir o Emplastro dizer que o Pinto da Costa é o pai dele e o Vítor Baía é a mãe, eu já não me vou rir. Já vou olhar com uma certa desconfiança para ambos. Ai são um casalinho? Cuidado. É que se eles podem ter um filho, todos terão o mesmo direito.

(Lua de mel?)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Munus publicum...

A pergunta do momento é: faz-se ou não referendo ao tema do casamento homossexual? Na minha mui humilde e modestíssima opinião, penso que os deputados fizeram bem em serem eles a decidir sobre esse assunto. Por vários motivos. Em primeiro lugar, porque não se trata de um assunto que irá interferir com a vida da maior parte da sociedade. Diz respeito a uma minoria e não acho que o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo seja motivo para alguém ficar incomodado. Não é pelo facto de o meu vizinho estar casado com um homem que vou deixar de comer ou sair à rua. Há quem case com portistas e sportinguistas e ninguém se incomoda com isso. Em segundo lugar, e ao contrário do que defendem alguns clérigos portugueses, não creio que esta aprovação no Parlamento seja um atentado à democracia. Apenas se limitaram a aprovar uma lei, como tantas outras. Acho que os benefícios e isenções que tem a Igreja Católica são capazes de ser um atentado bem mais grave à democracia. E nem por isso peço referendos. Em terceiro lugar, esta aprovação no Parlamento é boa pelo simples facto de serem os deputados a decidir. É o trabalho deles! Estamos a pagar-lhes para eles fazerem alguma coisa. Ou vamos nós manter aqueles "míseros" salários que eles recebem para depois sermos nós a decidir a aprovação ou não de temas sensíveis para alguns? Eles que trabalhem! Que mostrem serviço! Como diz o povo, não andamos aqui a manter "pançudos"! Estão lá a representar os portugueses, por isso é obrigação deles tomar decisões. Não estou com disposição de os ajudar. Eles também não fazem o meu trabalho. Quer dizer, até fazem. Porque na maior parte do tempo eles estão a dormir... Bom, e para terminar, para que serviria o referendo? Para ninguém ir votar? Neste país, metade dos eleitores fica em casa nas eleições legislativas e autárquicas. Será que iriam votar num simples referendo? Não me parece. Acho que nem os subscritores da petição para o referendo iriam todos votar. E para termos referendos que não possam ter carácter vinculativo mais vale não fazer nada. Não gastamos dinheiro desnecessariamente e salvamos mais algumas árvores. Preocupações ecológicas...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Loquuntur vulgo...

A quadra natalícia é, no mínimo, peculiar. Toda a gente fala do Natal da mesma forma que as candidatas a Miss Mundo falam daquilo que farão se ganharem. Só se fala em ajudar os mais necessitados, da alegria e paz no Mundo; fala-se e diz-se muita coisa que se traduz apenas nisso mesmo: algo dito da boca para fora. Sim, porque depois fazemos tudo ao contrário. Esta é uma época para as crianças, essencialmente. E o que fazem os adultos? Enganam as crianças. A essência do Natal assenta numa mentira: o Pai Natal não desce pela chaminé. Isso é ridículo. Ele entra pela porta como toda a gente. Então, porque é que continuamos a dizer à criançada que o balofo vem pela chaminé? Serão fantasias com buracos escuros, apertados e quentinhos? Ou vão agora dizer que um sujeito que visita todas as casas do Mundo apenas numa noite não consegue abrir uma simples porta ou janela? Enganar crianças e oferecer-lhes presentes. Há pessoas que vão presas por causa disso. Parem de mentir. O Pai Natal não merece tal desrespeito. Até porque a coisa que mais trabalho deve dar nesta altura é fazer embrulhos. Passamos minutos a fio a tentar fazer uma obra de arte com o embrulho, atendendo a todos os pormenores e formas físicas da prenda, e depois todo esse trabalho não é reconhecido porque as pessoas rasgam essa nossa obra de arte em apenas dois segundos e atiram a nossa "tela" para o lixo. Aí, sentimo-nos um bocado parvos. Tanto trabalho e dedicação que acaba por servir para muito pouco. Acho que só tem um trabalho pior quem faz os rolos de papel higiénico. Agora, imaginem a angústia do Pai Natal e de toda a sua equipa quando têm de embrulhar todos aqueles presentes e depois é tratado por velho gordo e pachorrento. Não queiram ser Pai Natal. Mas as mentiras às crianças não se ficam por aqui. Que história é aquela de se dizer que é Deus que está a "ralhar" connosco quanto está trovoada? Se é verdade, Deus tem uma voz que não é muito agradável e acho que não seguia em frente no Ídolos. E como costuma chover logo após o trovão, as crianças acabam por ficar a pensar que Deus se baba todo a falar, tal e qual um velhinho no lar. Deus deve ter mais que fazer do que mandar perdigotos cá para baixo. Dizemos que não se deve mentir porque caiem os dentes aos mentirosos. E nós é que estamos a mentir. Cair os dentes aos mentirosos? Só se for com a tareia que levam alguns mentirosos quando se descobrem as verdades. Não mintam. Para mentiras já chegam as campanhas políticas.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010...


Já cheira a 2010. Um Grande 2010 para todos, inclusivé para o Carlos Queiroz e companhia que nos hão-de dar muitas alegrias este ano. Beijos e abraços.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal...

Um óptimo Natal para toda a gente. Pelo menos para aqueles que tiveram a infeliz ideia de visitar este blog. ;)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

ATENÇÃO!!!

O autor deste blog deixou de ser o Zé Ninguém para passar a ser o Doutor Zé Ninguém...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Ius abutendi...

E se um soutien também fosse capaz de servir de máscara de protecção contra a Gripe A? Bem sei que a ideia parece parva mas nos E.U.A., Japão, China e Índia a palavra "parva" deve ser das mais utilizadas. Desta vez, nos E.U.A., uma médica que nasceu e cresceu na Ucrânia e cujos pesadelos envolvem sempre o desastre de Chernobyl, resolveu transformar esse objecto de culto masculino na mais recente arma contra a propagação da epidemia. Com apenas dois ou três movimentos, consegue-se transformar um soutien em duas potentes máscaras. E não são umas máscaras quaisquer. Ficamos com duas máscaras de renda preta ou vermelha. Muito fashion. Não sei se a medida irá ser eficaz mas uma coisa é certa: vai ser a alegria de muitos tarados sexuais cujo fetiche consiste em meter o nariz em soutiens, sobretudo usados. Longe vão os tempos em que o vestuário servia apenas para que o ser humano não andasse nu por aí. Agora até a peça mais básica terá forçosamente de ocultar outra funcionalidade. Soutiens e Gripe A são uma mistura explosiva realmente. Vai passar a ser normal vermos as mulheres a tirarem o soutien em espaços públicos sempre que ouvirem um espirro. Se esta moda pegar, com a quantidade de mulheres que temos na Assembleia da República, quando alguma pobre alma espirrar ou assoar o nariz em plenário, vamos ter um verdadeiro espectáculo de soutiens a serem desapertados e aquele lugar nobre parecerá uma casa de strip. Mais ainda... Parece que já estou a ver a Manelinha a desapertar o soutien de forma extremamente sexy... Va, não consigo imaginar tal horror. Esta medida só traz um problema. O crime de abuso sexual terá aqui uma atenuante. Quando estivermos numa disco, com todos aqueles decotes a rodear a fraca carne do homem, se alguém espirrar e nós colocarmos as mãos nas mamas das "moças" isso já não será considerado abuso sexual porque poderemos sempre alegar que nos queríamos proteger da Gripe A e a jovem possuia o único meio necessário existente nas proximidades para a referida protecção. Passamos a ter direito de abusar. Para seduzirem um homem elas já não precisarão de andar decotadas. Basta chegarem perto deles e perguntar-lhes se querem brincar com a "sua máscara de protecção". Só grandes invenções. O que virá a seguir? Fio dental que se transforma em cinto de segurança?

sábado, 28 de novembro de 2009

Homo theoreticus...

Uma das coisas mais tristes que pode acontecer é faltar a electricidade. A verdade é que já quase ninguém passa sem esse elemento de comodidade e felicidade. Basta estarmos uns minutos sem electricidade e quase que se gera o pânico na população. E só nesses momentos é que nos damos conta da enorme dependência da electricidade. Sobretudo quando ela falta durante a noite. Quando estamos às escuras, completamente desorientados, a primeira coisa que fazemos é tentar acender a luz. É mais forte que nós. Sabemos perfeitamente que não há electricidade mas mesmo assim parece que a nossa mão ganha vida própria e vai carregar no interruptor. Para nos sentirmos mais parvos ainda. Mas as cenas tristes não se ficam por aí. O mundo parece completamente parado e não sabemos o que havemos de fazer. Surge uma ideia: vamos ver um DVD. Olhamos para a televisão e logo começamos a auto-flagelação de insultos. Já que não dá, vamos para o computador. Outro estalo na cara. Vamos colocar o telemóvel a carregar. Mais um insulto. Não estamos preparados para estar muito tempo sem electricidade. Quando ela falta parecemos umas baratas tontas. Claro que há excepções. Há alturas em que se não houver electricidade até não nos importamos. Mas, regra geral, bastam dez minutos sem conseguirmos ligar a televisão para entrarmos em pré-depressão. Uma coisa que nunca acontece é faltar a electricidade quando precisamos que ela falte. Quantas vezes faltou a luz durante os exames? Nem uma vez. Quantas vezes faltou a electricidade quando estamos a tomar conta de putos terrivelmente melgas e eles nos estão a dar uma tareia na PlayStation? Nem uma. Se não a desligarmos muito discretamente ainda estamos sujeitos a passar maiores vergonhas. Isto tudo resume-se a uma conclusão: já não sabemos viver sem electricidade. Há quem diga que radical é escalar montanhas, fazer Rappel ou Bungee Jumping. Mas o que é mesmo radical é tentar urinar às escuras. Podemos ter alguns pontos de referência mas é sempre uma aventura "mudar a água às azeitonas" quando não vemos o alvo. Podemos arranjar sempre a solução da luz do telemóvel. Mas ela não é eterna e apaga-se de repente... E o pânico que daí advém pode conjurar um desastre natural. Com a aflição de acendermos novamente a luz, é quase certo que haverão danos colaterais.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Grex ovium...

Já se sabia que as crianças inglesas não são propriamente dotadas a nível de raciocínio. Não são. As suas capacidades intelectuais estão geneticamente limitadas. Tantos anos de monarquia não poderiam fazer bem a um povo, sobretudo quando uma mulher está há tantos anos sozinha no trono e o seu sucessor é o Carlitos. A prova do referido "atraso" das crianças inglesas revelou-se quando lhes fizeram a pergunta:"Quem foi Hitler?". E uma das respostas que muitos alunos deram foi:"Hitler foi seleccionador da Selecção alemã de futebol". Esta pergunta demonstra duas graves falhas. Primeiro, fica demonstrado que os professores de História ingleses são piores que os portugueses. E em segundo lugar, ficou também demonstrado que os putos ingleses não percebem nada de futebol. Esta situação nunca ocorreria nas escolas portuguesas porque até a besta mais atrasada neste país tem um conhecimento razoável de futebol e nunca cairia no erro de dizer tal barbaridade. Até porque o manual de leitura mais consultado nas escolas portuguesas é o diário desportivo, quanto mais não seja para ver a miúda que aparece despida na penúltima página. No meu tempo, só apareciam fotos de jogadores no jornal e por isso é que dávamos tanto valor às miúdas que andavam connosco na escola e andavamos sempre atrás delas. Agora não. Até o desportivo traz miúdas despidas e de grande qualidade visual. Por isso é que eles depois olham de lado para as companheiras da escola e torcem o nariz. Com aquela base de comparação elas não têm hipótese. As expectativas ficam demasiado altas. E também é por isso que se fala cada vez mais em casamentos homossexuais. Bom, mas confundir Hitler com o seleccionador da Alemanha só revela que a praga que os portugueses lhes rogaram já está a produzir efeitos. Os portugueses não se esqueceram daquela história do Mapa cor-de-rosa nem do Tratado de Methuen. Mandarem para cá farrapos à troca do nosso valiosíssimo Vinho do Porto? Então fiquem lá com filhos asnos! Se Hitler era o seleccionador então quem era o Himmler? Era o adjunto? E as SS? Eram a claque organizada de apoio... E a Eva Braun seria uma espécie de "Paula", a dos estágios da selecção portuguesa. Mas Hitler utilizava uma táctica que nunca poderia resultar no futebol mundial porque utilizava muitos "extremos direitos"... Uma piada táctica. E porque até a resposta mais parva acaba por ter alguma conexão com a realidade, a ideia de Hitler ser seleccionador da Alemanha até lhe assenta bem. De facto, o que Hitler mais fez na vida foi selecções: ele seleccionava aqueles que eram alemães de "raça pura" daqueles que não o eram; seleccionava aqueles que eram judeus e aqueles que não eram. Tem uma certa lógica. Há seleccionadores, como o Queiroz, que são "queimados" pelas suas escolhas, por aqueles que selecciona. No caso de Hitler era precisamente o contrário. Ele queimava os seleccionados. Imaginem agora o Hitler a fazer aquele anúncio ridículo em vez do Scolari em que este está a convocar o "Manel do talho", o "Quim da padaria" e o "Zé engenheiro" para o Mundial. Claro que no caso do Hitler ele iria convocar o "Manel cigano", o "Quim testemunha de Jeová" e o "Zé judeu".